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Atleta andorrano defende infraestruturas para bicicletas para evitar crise de trânsito em 2030

Ciclista competitivo Martí Lázaro apela a Andorra para expandir ciclovias, autocarros adaptados e incentivos contra a saturação de trânsito e terreno acidentado.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Ciclistas enfrentam terreno acidentado, mau tempo, trânsito intenso e espaço limitado nas paróquias.
  • Propõe ciclovias segregadas, caminhos alargados junto ao rio e autocarros para bicicletas.
  • Benefícios incluem bem-estar, acesso às escolas, poupanças de custos e redução de emissões.
  • Organiza evento 'Manual de supervivència del ciclista urbà' no sábado no Bici Lab.

Martí Lázaro, residente de 34 anos em Ordino e atleta competitivo de desportos de montanha, defende a expansão do ciclismo como opção viável de mobilidade em Andorra para evitar uma grave saturação de trânsito até 2030.

Numa entrevista, Lázaro destacou os desafios que os ciclistas enfrentam em todas as paróquias, incluindo terreno acidentado, mau tempo, trânsito intenso e espaço limitado. Notou que, embora paróquias mais altas como Ordino permitam movimentos razoáveis, descer para Andorra la Vella torna-se difícil sem uma bicicleta elétrica. Apelou a autocarros adaptados para transportar bicicletas — atualmente escassos — e ciclovias segregadas, separadas de carros e peões.

Por exemplo, sugeriu alargar o caminho ao longo do rio desde Serrat até Escaldes-Engordany. Nas paróquias mais baixas, criticou os atrasos no projeto de ciclovia há tanto tempo anunciado, primeiramente divulgado em 2024.

Lázaro argumentou que investir em infraestruturas cicláveis traria benefícios significativos: melhoria do bem-estar pessoal através do exercício, acesso mais fluido às escolas, poupança de tempo e custos, e redução de emissões. Enfatizou a necessidade de vias segregadas para combater a hostilidade contra os ciclistas e propôs estudar opções para transportar duas crianças em bicicletas, como permitido em locais como Amesterdão, em comparação com o atual limite de uma em Andorra através de um assento especial.

Com base na sua experiência a viver em Vic, onde o ciclismo se mostrou mais rápido e barato do que conduzir sem problemas de estacionamento, Lázaro acredita que os carros estão enraizados, mas zonas amigas das bicicletas poderiam ser integradas. Apontou incentivos como aplicações que registam quilómetros para descontos em lojas ou reduções fiscais em bicicletas noutros países.

"Andorra tem o potencial para fazer as coisas de forma diferente", disse ele, alertando que, sem ação, a saturação — já evidente em horários de ponta — agravará até 2030.

Para promover estas ideias, Lázaro está a organizar o evento 'Manual de supervivència del ciclista urbà' no sábado às 17h no Bici Lab.

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Fontes originais

Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao: