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CASS andorrana lança concurso urgente de 85 mil euros para voto eletrónico nas eleições de junho

O Fundo de Segurança Social procura um sistema de voto eletrónico para complementar os métodos tradicionais e aumentar a participação, pendente de aprovação legal num prazo apertado.

Sintetizado a partir de:
Altaveu

Pontos-chave

  • Concurso urgente publicado no BOPA; propostas até 2 de março, abertura a 12 de março.
  • Voto eletrónico complementa métodos presencial/depósito via sítio web da CASS e certificados digitais.
  • Previne voto duplo entre colégios (trabalhadores, pensionistas, independentes); garante segredo e auditabilidade.
  • Aguarda confirmação legal; sem experiência prévia em voto eletrónico, prazo apertado de junho.

O Fundo de Segurança Social de Andorra (CASS) lançou um concurso internacional urgente para um sistema de voto eletrónico destinado a aumentar a participação nas eleições do seu conselho de administração em junho, com um valor estimado do contrato de 85.000 euros incluindo IGI.

O aviso de concurso, publicado no Boletim Oficial do Principado de Andorra (BOPA) na sexta-feira, exige propostas através da plataforma de contratações públicas até às 10h de 2 de março. A abertura eletrónica das propostas está marcada para as 10h de 12 de março, com acesso público disponível mediante pedido à entidade contratante.

O presidente do conselho da CASS, Marc Galabert, sublinhou que o voto eletrónico virá complementar — e não substituir — os métodos tradicionais de voto presencial e por depósito. O sistema deve integrar as três modalidades, através de um link no sítio web da CASS e certificados digitais do governo para autenticação dos eleitores. Exige monitorização em tempo real para prevenir o voto duplo entre os colégios eleitorais elegíveis de um eleitor (trabalhadores por conta de outrem, pensionistas e trabalhadores por conta própria/empresários), garantindo ao mesmo tempo o segredo de voto, a não vinculação aos eleitores e a auditabilidade para eventuais contestações.

A implementação depende de confirmação legal, disse Galabert. A CASS interpreta as leis existentes — os regulamentos próprios do fundo e o regime eleitoral geral — como permitindo o voto eletrónico por omissão em vez de proibição, mas aguarda relatórios finais de peritos jurídicos. É também necessário um decreto governamental para convocar as eleições, envolvendo mais revisão jurídica. «Não queremos que a leitura nos faça perder a escrita», notou Galabert, referindo-se ao prazo apertado de junho que motivou o concurso urgente. Sublinhou a responsabilidade da CASS face ao grande eleitorado e à falta de experiência prévia oficial em voto eletrónico.

As empresas que descarregarem os documentos do concurso verão a ressalva legal. Embora a CASS não tenha autoridade para impulsionar mudanças legislativas, disse Galabert, o processo pode destacar necessidades para futuras atualizações. Não apareceu no aviso do BOPA qualquer orçamento técnico ou especificações detalhadas para além da estimativa.

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