Residentes da Cerdanya Protestam Contra Falhas na Recolha de Resíduos da Urbaser
Atrasos persistentes na recolha de lixo, contentores transbordantes e custos crescentes provocam indignação no sul e norte da Cerdanya, com utentes a exigirem soluções urgentes.
Pontos-chave
- Falhas repetidas na recolha de lixo em Bellpui e La Guàrdia, incluindo pilhas de resíduos de uralita por meses.
- 99,5% de insatisfação numa sondagem de 200 utentes; contentores transbordantes persistem até queixas nos media.
- Utentes do norte afetados por faturas até 316 € e descontos de zero resíduos negados durante estadas hospitalares.
- Protestos planeados; exigências de reuniões com líderes e fusão dos consórcios.
Residentes da região da Cerdanya estão a protestar contra problemas persistentes nos serviços de recolha de resíduos geridos pela Urbaser, em meio a custos crescentes e incumprimento de termos contratuais.
Nos municípios do sul servidos pelo consórcio Migraum, como Bellpui nos Valls d'Aguilar e La Guàrdia d'Ares, os vizinhos relatam falhas repetidas na recolha de lixo. Pilhas de resíduos perigosos de uralita em Bellpui ficaram por recolher durante meses, com incidentes a ocorrerem duas vezes entre agosto e dezembro do ano passado. Contentores transbordantes em La Guàrdia d'Ares mantiveram-se cheios durante dias para além das recolhas agendadas — duas vezes por semana em locais como Bellpui —, o que levou a múltiplas queixas ao presidente da câmara. Quando as equipas finalmente chegaram, removeram apenas os sacos salientes, deixando os contentores ainda cheios, segundo relatos locais. Os residentes dizem que os problemas se repetem até queixas públicas nos media forcem soluções temporárias, obrigando-os a alertar repetidamente o serviço.
Uma sondagem de utentes do sul esgotou a capacidade de 200 respostas em poucas horas, com 199 a expressarem insatisfação e apenas uma neutra.
Utentes do norte, sob a Mancomunitat de l'Urgellet, enfrentam frustrações semelhantes, incluindo descontos em disputa por bom comportamento. Alguns perdem a elegibilidade por gerarem zero resíduos durante estadas hospitalares, o que gera disputas contínuas com a empresa. As faturas subiram para 316 euros sem acesso às reduções devidas, enquanto as taxas de acesso ao aterro de Benavarre — gerido pelo grupo Urgellet — se mantêm elevadas. Cresce o apelo à fusão dos dois consórcios, vista como um passo óbvio.
O presidente do Migraum, Joan Puig Bellido, reconheceu ao *BonDia* que o contrato com a Urbaser "não foi bem afinado", ou seja, foi mal redigido. A empresa insiste que cumpre as obrigações, embora contentores extra tenham sido adicionados em alguns locais e serviços adicionais impliquem encargos separados. Bellido disse que resolver os problemas é difícil até à renovação da concessão, apelando à paciência dos utentes enquanto pressiona a Urbaser por melhorias.
Utentes de ambas as áreas exigem uma reunião com Bellido do Migraum, Ricard Mateu do Urgellet e a presidente do Conselho Comarcal da Cerdanya, Josefina Lladós. As localidades do sul afixaram cartazes de protesto e está planeada uma manifestação no Passeig Joan Brudieu, provavelmente no último fim de semana deste mês.
Fontes originais
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