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Concòrdia propõe reformas no turismo sustentável na Andorra

Grupo Concòrdia da Andorra apresenta emendas para limitar capacidade turística, reformar impostos de estadia, aumentar transparência nos contratos e introduzir via verde para veículos.

Sintetizado a partir de:
El PeriòdicAltaveuARADiari d'Andorra

Pontos-chave

  • Exige estudo sobre capacidade turística máxima num ano, avaliando ambiente, habitação, serviços.
  • Preços dinâmicos no imposto de estadia em alojamentos: mais altos no pico, mais baixos na baixa.
  • Limita confidencialidade nos contratos da Andorra Turisme; deve divulgar montantes e durações.
  • Via verde eletrónica obrigatória para veículos estrangeiros, escalonada por estadia e uso; isenções na fronteira.

O grupo parlamentar Concòrdia apresentou cerca de dez emendas ao projeto de lei geral do turismo da Andorra, visando promover um modelo de turismo sustentável que proteja a qualidade de vida dos residentes face ao rápido crescimento demográfico e cerca de 10 milhões de visitantes anuais.

Uma emenda chave exige que o Governo publique, num prazo de um ano, um estudo detalhado sobre a capacidade máxima turística do Principado. Este avaliaria a sustentabilidade ambiental e paisagística, o desenvolvimento equilibrado das infraestruturas turísticas nas paróquias, a compatibilidade com a estabilidade do mercado habitacional, o uso responsável da água e da energia, e as tensões nos serviços públicos essenciais como saúde e mobilidade. O estudo deve identificar o número máximo viável de camas de alojamento, considerando impactos territoriais, redes rodoviárias, recursos naturais, acesso à habitação e qualidade da experiência dos visitantes. Delineararia cenários de planeamento público para um quadro turístico "assumível, equilibrado e sustentável", abordando riscos para os serviços públicos decorrentes dos recentes aumentos populacionais.

O Concòrdia propõe também uma nova lei para reformar o imposto de estadia em alojamentos, introduzindo uma precificação dinâmica que sobe em períodos de alta procura e desce nas baixas estações, refletindo melhor os padrões do setor. A ministra do Turismo manifestou apoio a esta ideia numa recente sessão de fiscalização do Conselho Geral.

Para aumentar a transparência, as emendas restringem a confidencialidade nos contratos da Andorra Turisme. As cláusulas só seriam permitidas se explicitamente solicitadas pela contraparte, justificadas por razões de interesse público e aprovadas excepcionalmente pelo Conselho de Ministros. Nunca poderiam ocultar montantes ou durações dos contratos. Isto assenta nos apelos anteriores do Concòrdia — feitos há vários meses — para divulgar custos de eventos financiados publicamente como o Andorra Cycling Masters e o contrato do diretor da agência, sublinhando o direito dos cidadãos a conhecer despesas públicas significativas.

Para responder às pressões na rede rodoviária enquanto as melhorias no transporte público se atrasam, o grupo defende uma via verde eletrónica obrigatória para veículos registados no estrangeiro. Comprável através de aplicações móveis ou plataformas digitais antes ou à chegada, as taxas escalariam com a duração da estadia, tipo de veículo e intensidade de uso rodoviário. Os residentes das regiões fronteiriças vizinhas beneficiariam de isenções para apoiar as relações transfronteiriças.

Outras propostas instam à integração da preservação cultural e ambiental na política turística, quantificando os efeitos do turismo nos serviços essenciais.

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