Conselho de Ordino Unifica 20 ha de Área Protegida para Desenvolvimento de 36.000 m²
Conselho de Ordino aprova fusão da área protegida de L'Any de la Part numa única unidade, revertendo ao plano original em meio a dúvidas da oposição sobre legalidade.
Pontos-chave
- Aprovada unificação de 20 ha da área de L'Any de la Part com 36.000 m² máximos edificáveis, apesar de preocupações da oposição sobre legalidade.
- Conselheiro da oposição questiona alteração 6 anos após aprovação do POUP, exige relatório legal.
- Aumento orçamental de 24.000 € para controlo total do estacionamento de Prat de la Vilella via contrato de 5 anos.
- CTU rejeita recurso de proprietários contra POUP, mas estes planeiam mais desafios legais.
O conselho comunal de Ordino aprovou uma modificação ao Pla d’Ordenació i Urbanisme Parroquial (POUP) da paróquia, unificando a área protegida de L'Any de la Part, de 20 hectares — uma das maiores da paróquia —, numa única unidade de ação com uma área máxima edificável de 36.000 metros quadrados. A decisão, aprovada na quarta-feira com a abstenção do conselheiro da oposição Enric Dolsa, de Units per Ordino, reverte à configuração original da primeira exposição pública do plano, após uma divisão anterior em duas unidades.
Dolsa levantou dúvidas sobre a legalidade da alteração seis anos após a aprovação definitiva do POUP em novembro de 2025, considerando-a uma grande mudança para um terreno de 15-20 hectares. Pediu o relatório legal de suporte, alertou que a unificação poderia arriscar a expansão da edificabilidade total e disse que voltaria a levantar a questão após revisão e aprovação da Comissió Tècnica d’Urbanisme (CTU). «Tenho muitas dúvidas de que isto possa avançar», afirmou, apoiando alterações materiais, gramaticais e gráficas menores, mas questionando os motivos subjacentes.
A Cònsol Major Maria del Mar Coma rejeitou as preocupações, esclarecendo que o ajuste é uma modificação standard — não uma revisão completa — e passou por uma revisão legal completa. Descreveu a divisão anterior como um mal-entendido na fase de alegações, quando o único proprietário pediu para dividir o terreno protegido e reclasseificar a porção adjacente ao rio como residencial. O conselho aprovou a divisão, mas negou a reclasseificação; o proprietário optou então por regressar à configuração protegida unificada. Coma destacou benefícios como concentrar o desenvolvimento perto de estradas existentes e em cotas mais baixas para minimizar o impacto visual, evitar nova infraestrutura em zonas altas ou protegidas e preservar o ambiente. A edificabilidade mantém-se em 450 metros quadrados por 2.500 metros quadrados de terreno, permitindo agrupamento — o proprietário pode construir menos ou nada.
O conselho aprovou também por unanimidade um aumento orçamental de 24.000 euros para garantir o controlo total do estacionamento de Prat de la Vilella através de um contrato renovável de cinco anos, finalizando negociações para o terço restante em risco junto ao centro desportivo. Coma notou que as negociações quase falharam: «Pensámos que não íamos conseguir». O local serve o acesso ao centro da aldeia, tem potencial de expansão face à procura crescente e contribui para os 137.000 euros anuais de custos de aluguer de estacionamentos da paróquia. Os trabalhos no estacionamento de Plana dels Camps, que adiciona quase 100 lugares, começam a 2 de março e terminam até ao final do ano.
Outras aprovações unânimes incluíram a incorporação de atividades cinegéticas nas zonas do parque de Vall de Sorteny conforme o seu plano de gestão; a designação do captador de água de Serrera como uso especial devido à sua estrutura de betão em terreno protegido; e a hasta pública de rendas de cortons tradicionais, como Coma de Varilles e l’Hortell.
Em separado, Coma acolheu a rejeição pela CTU de um recurso de proprietários contra o POUP, vendo-o como validação da legalidade e interesse público do plano. Cerca de 50 proprietários, liderados pelo presidente da Associació de Propietaris de Terres d’Andorra, Josep Duró, planeiam recursos individuais no Batllia, citando ameaças aos direitos de propriedade, segurança de posse e capacidade de construção de pequenos proprietários em parcelas inferiores a 2.500 metros quadrados. Duró expressou desalento, prevendo mais recursos possivelmente ao Tribunal Superior de Justícia ou à Europa, e criticou a falta de diálogo. O conselho mantém que o POUP respeita os princípios constitucionais.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
- Diari d'Andorra•
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- Altaveu•
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- Diari d'Andorra•
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