Conselheira de Andorra critica 'loucura' da construção por falta de terreno
Eva Sansa, de La Massana, alerta que o boom construtivo descontrolado arrisca não deixar espaço para equipamentos públicos, defendendo crescimento controlado por quotas.
Pontos-chave
- Ritmo de construção em Andorra descrito como 'loucura' que arrisca não deixar terreno para equipamentos públicos.
- Sistema de quotas de La Massana limita construção anual a 25 000 m², contra 45 000-65 000 pós-pandemia.
- Sistema protege a água e promove expansão equilibrada sem travar o crescimento.
- Sansa defende desenvolvimento controlado a nível nacional para equilibrar economia e necessidades públicas.
Eva Sansa, conselheira maior da paróquia de La Massana, descreveu o ritmo atual de construção em Andorra como uma 'loucura', alertando que arrisca não deixar terreno disponível para equipamentos públicos essenciais ao serviço de toda a população.
Falando na Ràdio Nacional na terça-feira, Sansa apelou a uma reflexão nacional sobre estas prioridades. Reconheceu um crescimento significativo tanto na sua paróquia como no país, especialmente desde que a pandemia desencadeou um boom exponencial. 'Crescemos muito', disse, sublinhando a necessidade de um desenvolvimento controlado.
Sansa elogiou o recente sistema de quotas de construção aprovado em La Massana, concebido para proteger recursos críticos como a água. 'Não podemos pôr em risco um ativo tão vital para os nossos cidadãos', observou, acrescentando que as quotas promovem uma expansão estável e equilibrada. 'É exatamente o que o país precisa. Temos de parar de crescer? Evidentemente que não, porque é necessário — mas a um ritmo diferente.'
O sistema revelou-se eficaz localmente, limitando a construção anual a cerca de 25 000 metros quadrados — uma redução acentuada face aos picos pós-pandemia de 45 000 a 65 000 metros quadrados. 'Reduzimos significativamente as licenças de construção, e há até quem nos apoie', disse Sansa.
Os seus comentários destacam as tensões em curso sobre o rápido desenvolvimento de Andorra, enquanto as paróquias lidam com o equilíbrio entre o crescimento económico e as necessidades públicas.
Fontes originais
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