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Conselho da Europa insta a proteções contra IA e violência digital

Duas novas recomendações pedem enquadramentos legais, supervisão de algoritmos, criminalização de abusos facilitados por tecnologias e maior responsabilização das plataformas para salvaguardar os direitos humanos.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Governos devem garantir que sistemas de IA respeitem a igualdade, com transparência, supervisão humana e avaliações de risco.
  • Estabelecer enquadramentos legais e monitores independentes para combater preconceitos algorítmicos.
  • Criminalizar violência facilitada por tecnologias contra mulheres, com remoção rápida de conteúdos e ferramentas de denúncia.
  • Exigir responsabilização das empresas de tecnologias através de funcionalidades de segurança e cooperação com forças da lei.

O Conselho da Europa emitiu duas novas recomendações aos seus Estados-membros, instando a proteções mais fortes para os direitos humanos face aos riscos colocados por tecnologias emergentes, particularmente a inteligência artificial (IA) e a violência digital contra mulheres e raparigas. As medidas coincidem com o Dia Internacional da Mulher.

Uma recomendação visa a discriminação relacionada com IA, apelando aos governos para que garantam que os sistemas tecnológicos respeitem os princípios de igualdade e não discriminação ao longo do seu ciclo de vida. O Conselho alerta que os algoritmos podem perpetuar preconceitos existentes e pressiona os Estados a estabelecerem enquadramentos legais e mecanismos de supervisão que promovam a transparência, a supervisão humana e remédios eficazes para os prejudicados. Recomenda também a realização de avaliações de risco antes da implementação e o reforço de entidades independentes para monitorizar o cumprimento.

A segunda recomendação aborda a ameaça crescente da violência facilitada por tecnologias contra mulheres e raparigas, impulsionada pela disseminação de plataformas digitais e IA. A organização pede legislação mais dura para criminalizar esses atos, juntamente com canais de denúncia acessíveis e remoção rápida de conteúdos prejudiciais em linha. Exige ainda maior responsabilização das empresas de tecnologias e plataformas na internet, incluindo a integração de funcionalidades de segurança no design dos serviços, ferramentas de denúncia eficientes e cooperação com as autoridades policiais em investigações criminais.

Estes passos visam promover uma resposta coordenada aos riscos das tecnologias digitais, ao mesmo tempo que avançam a inovação respeitadora dos direitos humanos e espaços em linha mais seguros e inclusivos. Andorra, enquanto Estado-membro, está entre os encorajados a implementar as orientações.

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