Copríncipe Episcopal Apela à Solidariedade e à Paz na Homilia de Natal
O Copríncipe Episcopal Josep-Lluís Serrano Pentinat insta os andorranos a apoiarem os vulneráveis, a garantirem a dignidade e a perseguirem a paz através do diálogo.
Pontos-chave
- Apelou à companhia e apoio para quem sofre solidão indesejada, especialmente idosos, famílias pobres e doentes.
- Sublinhou a dignidade como medida da sociedade pelo tratamento dos vulneráveis.
- Defendeu justiça, verdade e relações transparentes para uma vida digna.
- Definiu a paz como confiança e diálogo, instando ao fim de ver os outros como ameaças.
O Copríncipe Episcopal, Josep-Lluís Serrano Pentinat, apelou aos andorranos para apoiarem os mais vulneráveis durante a sua homilia na Missa de Natal na Igreja de Sant Esteve, em Andorra la Vella.
A celebração realizou-se na manhã de Natal e contou com uma congregação cheia, incluindo os cônsules da capital e a ministra Conxita Marsol. Serrano Pentinat instou os presentes a priorizarem a companhia para os solitários, a garantirem que todos tenham o necessário para viver com dignidade e a perseguirem a paz através do diálogo e do respeito mútuo.
No seu discurso, incentivou a reflexão sobre acolher Cristo em meio dos desafios modernos, sublinhando a solidariedade com aqueles que enfrentam um isolamento indesejado. «O mais importante neste tempo é a companhia, a presença e o apoio para aqueles que se sentem sós, especialmente aqueles com solidão indesejada. Que importante é uma chamada, uma presença ou sustentar alguém que não consegue gerir sozinho», disse ele.
Serrano Pentinat resumiu a mensagem de Natal em três palavras-chave tiradas do presépio de Belém: dignidade, justiça e verdade, e paz.
Sobre a dignidade, destacou a necessidade de cuidar das pessoas em dificuldades em casa, como idosos que vivem sozinhos, famílias com problemas financeiros, jovens sem perspetivas e doentes. «Uma sociedade mede-se pela forma como trata os seus membros mais frágeis», observou.
Para a justiça e a verdade, apelou a relações sociais coerentes e transparentes. «O Natal exige um compromisso com a verdade e a justiça que garanta que todos possam viver com dignidade. Devemos falar uma linguagem diferente, sem nos habituarmos a tratar os outros de qualquer modo», acrescentou.
Finalmente, sobre a paz, abordou as guerras globais em curso, o sofrimento e as vítimas inocentes, definindo-a não como mera ausência de conflito, mas como resultado da confiança, do diálogo e do respeito mútuo. «A paz começa quando deixamos de ver o outro como uma ameaça e o vemos como um irmão», concluiu, apelando à reconciliação mundial e a soluções pacíficas.
Fontes originais
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