CTU Confirma Plano Urbanístico Revisto de Ordino Contra Recurso de Proprietários
A decisão valida restrições à construção em lotes pequenos e zonas verdes privadas, priorizando o interesse geral apesar de alegações de erosão dos direitos de propriedade e desvalorização dos terrenos.
Pontos-chave
- CTU rejeitou recurso de proprietários de Ordino e APTA, confirmando POUP aprovado em nov 2024.
- Plano proíbe construção em lotes <2500 m² fora de núcleos e designa zonas verdes indevidas.
- Proprietários denunciam violação de direitos de propriedade, planeiam recursos judiciais individuais.
- Aprovação separada funde lotes em 20 ha de Any de la Part para desenvolvimento concentrado.
A Comissão Técnica de Urbanismo (CTU) rejeitou um recurso apresentado por um grupo de proprietários de Ordino contra o Plano de Ordenamento Urbanístico e Desenvolvimento (POUP) revisto da paróquia, confirmando o documento como servindo o interesse geral sem irregularidades detetadas.
O plano recebeu aprovação final em novembro de 2024. Cerca de 50 proprietários, incluindo membros da Associação de Proprietários de Terrenos de Andorra (APTA), apresentaram o recurso administrativo conjunto um mês depois. Argumentaram que as revisões minam a segurança jurídica ao reduzir o valor dos imóveis, particularmente através de regras que proíbem construção em lotes inferiores a 2500 metros quadrados fora dos núcleos urbanos — exceto em condições precárias — e designam zonas verdes privadas que devem permanecer sem construção, mesmo em propriedade privada. O presidente da APTA, Josep Duró, descreveu estas medidas como um ataque aos direitos de propriedade privada protegidos pelo artigo 27 da Constituição, prejudicando pequenos proprietários que não podem construir casas familiares ou obter hipotecas em parcelas menores. Exigiu compensações ou soluções intermédias, como um limiar de 1000 metros quadrados, e criticou a falta de diálogo.
A conselheira sénior de Ordino, Maria del Mar Coma, acolheu a decisão da CTU como validação do trabalho da paróquia. «Sentimo-nos vindicados. Fizemos bem o nosso trabalho e estamos satisfeitos por a CTU ver as coisas da nossa maneira», disse ela. O processo começou no final de 2023, com mais de 200 objeções iniciais à reclassificação de terrenos edificáveis, embora algumas alterações tenham sido depois abandonadas.
Duró antecipa recursos individuais no tribunal da Batllia, podendo escalar para o Tribunal Superior de Justiça ou instâncias europeias, uma vez que recursos coletivos não são permitidos ali. Acusou a CTU de exceder-se em juízos políticos ao considerar o POUP no interesse geral e alegou que Coma prejulgou o resultado. A associação de proprietários planeia uma reunião na próxima semana para emitir um comunicado público em meio a descontentamento reportado.
Na mesma sessão, o conselho aprovou uma emenda ao POUP que funde duas unidades de atuação no lote de 20 hectares de Any de la Part numa só, concentrando até 36 000 metros quadrados de volume potencial de construção perto de estradas e serviços existentes para preservar os arredores naturais. Os limites permitem 450 metros quadrados por 2500 metros quadrados de terreno, embora se possa construir menos ou deixar o local sem desenvolver.
Aprovações separadas cobriram atualizações ao plano de gestão do Parque Natural do Vale de Sorteny, permitindo explicitamente o acesso de caçadores e designando a captação de água de Serrera como zona especial. O conselho adjudicou também direitos de pastagem em Coma de Varilles e Hortell à Cal Ramonguem por 25 € e 50 €, respetivamente.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
- ARA•
Els propietaris de terres d'Ordino acusen la Comissió d'Urbanisme d'extralimitar-se en les seves funcions
- Diari d'Andorra•
El conflicte amb els propietaris pel POUP es dirimirà a la Batllia
- Altaveu•
Els propietaris d'Ordino duran el pla d'urbanisme validat per la CTU a la Justícia
- Diari d'Andorra•
Els tècnics donen la raó al comú en el conflicte amb els propietaris