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CTU Mantém Multa de 50 Mil Euros a Youtuber Enrique Moris por Cercamento Ilegal de Terraço

Comissão Técnica de Urbanisme de Andorra rejeita recurso contra penalidade por ultrapassar área edificável em terraço de apartamento em Escaldes-Engordany.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Multa de 50 mil euros mantida por cercar terraço de 200 m², violando artigo 158 da LGOTU.
  • Estrutura excede área edificável licenciada apesar de ser amovível.
  • Moris obrigado a demolir e restaurar propriedade às suas custas.
  • Investigação separada ao Retsinnal Group de Moris por práticas enganosas em Espanha.

A Comissão Técnica de Urbanisme (CTU) manteve uma multa de 50 mil euros contra o autodenominado especialista financeiro e youtuber Enrique Moris por uma infração de planeamento urbano em Escaldes-Engordany.

A junta paroquial aplicou a penalidade em novembro passado, após Moris partilhar um vídeo nas redes sociais há menos de um ano a detalhar como tinha cercado o seu terraço de 200 metros quadrados num apartamento da torre Zenit em Clot d'Emprivat. A CTU rejeitou o recurso de Moris, decidindo que o cercamento constitui uma infração grave ao abrigo do artigo 158 da Lei Geral de Ordenamento do Território e Urbanisme (LGOTU). As autoridades argumentam que a estrutura em estilo pérgola excede a área máxima edificável permitida pela licença da propriedade, mesmo sendo amovível e não fixa ao solo.

A multa enquadra-se no intervalo de 5001 a 50 mil euros previsto na LGOTU para este tipo de infrações. Moris tem agora um mês para pagar, após o qual a junta paroquial pode recorrer à execução através de penhora caso não liquide o valor. O processo administrativo está esgotado, tornando a sanção definitiva.

A junta ordenou também a Moris que desmonte o cercamento e restaure a propriedade ao estado original licenciado, com os custos a cargo do proprietário. A execução desta medida pode revelar-se desafiante: os técnicos necessitariam de autorização de um magistrado para entrar no apartamento se Moris recusar cumprir.

Moris pediu à Batllia a suspensão provisória da sanção em espera de revisão judicial. Ele argumenta que a estrutura não altera o volume do edifício e, por isso, não justifica a penalidade.

O caso surgiu no meio de um escrutínio separado ao Retsinnal Group SLU, a empresa sediada em Andorra fundada por Moris, que a organização de consumidores espanhola OCU denunciou ao Ministério dos Direitos Sociais, Consumo e Agenda 2030 em meados de dezembro por alegadas práticas enganosas.

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Fontes originais

Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao: