Deputado andorrano defende multas mais pesadas por violações da Lei da Língua Catalã
Cerni Escalé pede multas significativas para reforçar a Lei da Língua Catalã em Andorra, enquanto a ministra da Cultura Mònica Bonell defende o atual sistema.
Pontos-chave
- Escalé exige «uma ou duas multas significativas» para incentivar o cumprimento pelos comerciantes e proteger a identidade catalã.
- Bonell afirma que o sistema funciona: penalidades só após aviso; 100 queixas, 11 resolvidas favoravelmente, 9 arquivadas, 2 multadas.
- Debate no Consell General evidencia tensão entre proteção linguística e necessidades empresariais.
- O catalão é a língua oficial de Andorra.
Cerni Escalé instou o governo andorrano a adotar uma posição mais dura em relação às sanções previstas na Lei da Língua Catalã, questionando se as autoridades pretendem aplicar integralmente as suas disposições.
Falando no Consell General, Escalé defendeu a aplicação de «uma ou duas multas significativas» para estimular o debate entre comerciantes e empresários. Argumentou que isso obrigaria o governo a proteger ativamente a língua catalã e a identidade nacional.
A ministra da Cultura, Mònica Bonell, contrapôs que o sistema atual funciona de forma eficaz. Explicou que as penalidades só são aplicadas após um aviso prévio, dando tempo às empresas para corrigir as infrações. Bonell indicou que as autoridades receberam até à data 100 queixas por incumprimento. Destas, 11 foram resolvidas a favor dos queixosos, nove foram arquivadas e duas resultaram em penalidades contra as empresas. «A língua está a ser protegida», enfatizou.
Este confronto destaca os debates em curso sobre o equilíbrio entre a proteção da língua e o cumprimento empresarial em Andorra, onde o catalão tem estatuto oficial.
Fontes originais
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