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Deslizamento de Terras Corta Estrada na Fronteira Francesa e Devasta Negócios em Pas de la Casa

Comerciantes da paróquia andorrana de Pas de la Casa expressam profundo pessimismo com novo deslizamento que encerra indefinidamente a RN-20 vinda de França, agravando uma.

Sintetizado a partir de:
El PeriòdicDiari d'AndorraAltaveu

Pontos-chave

  • Deslizamento na RN-20 entre Acs e Merens causa encerramento indefinido, agravando neve, ventos e deslizamentos anteriores.
  • Excursionistas franceses essenciais para supermercados, duty-free, postos de combustível; tráfego de fim de semana agora ausente.
  • 1000 turistas belgas retidos; negócios reportam cancelamentos e ruas vazias.
  • Andorra oferece ajuda na desobstrução, mas autoridades francesas priorizam estabilização do local apesar de preocupações económicas.

Comerciantes de Pas de la Casa expressaram crescente pessimismo no sábado, quando um deslizamento de terras entre Acs e Merens provocou o encerramento indefinido da estrada RN-20 vinda de França, isolando ainda mais a paróquia fronteiriça e agravando um «janeiro catastrófico» para os negócios dependentes dos excursionistas franceses.

O incidente é o mais recente numa série de perturbações este mês, incluindo nevão intenso, ventos fortes, má visibilidade e deslizamentos anteriores — muitos dos quais ocorreram ao fim de semana, quando o tráfego atinge o pico. Com restrições na próxima D66 a prolongarem-se até meados de fevereiro, os condutores enfrentam desvios longos por estradas precárias, dissuadindo os visitantes de paragem rápida que alimentam a maioria das vendas em supermercados, lojas de tabaco e álcool duty-free, perfumarias e estações de serviço como a Gasopas. Estes clientes chegam habitualmente de manhã, compram, comem, abastecem e partem em poucas horas.

«Todos os negócios estão afetados mais ou menos na mesma medida», disseram os comerciantes, embora hotéis e alojamentos possam resistir ligeiramente melhor graças a estadias pré-reservadas ou esquiadores das pistas locais. As chegadas de fim de semana secaram, levando a cancelamentos sem atribuição de culpas. Uma vendedora observou: «É uma aldeia que vende principalmente a clientes franceses — se eles não vêm, é difícil vender.» Rui, da D’Votion, descreveu «um mês complicado com os cortes na estrada», acrescentando que os visitantes das pistas proporcionaram algum contrapeso. Carine Theaux, da CigPas, apontou fins de semana especialmente difíceis, enquanto Claudia, do Hotel Cims, reportou menos clientes no restaurante em dias de encerramentos anteriores apesar de reservas cheias.

Os comerciantes receiam que as autoridades francesas prolonguem o encerramento. Andorra ofereceu máquinas para desobstrução, mas nenhuma foi pedida até o local estar estabilizado.

Cerca de 1000 turistas belgas jovens, a concluir uma estadia de uma semana, permanecem retidos e incapazes de partir como planeado, suscitando preocupações com potenciais perturbações noturnas após relatos de comportamento barulhento de grupos semelhantes.

A paróquia parecia deserta no sábado de manhã, com os negócios a prepararem-se para um fim de semana tranquilo. O conselho de Encamp, que gere Pas de la Casa, mantém vigilância constante desde o início do encerramento, coordenando com o governo — incluindo a ministra dos Negócios Estrangeiros Imma Tor — e a Proteção Civil. Os cônsules Laura Mas e Xavier Fernández contactaram negócios locais e municípios franceses vizinhos como L'Hospitalet e Merens, oferecendo recursos para minimizar o impacto económico. «O bloqueio da estrada é uma grande preocupação», disseram fontes do conselho, ecoando a frustração de um encerramento anterior em janeiro pela relutância francesa em aceitar ajuda andorrana apesar de priorizar a segurança.

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