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Economista de Andorra insta Governo a deter 15-20% do parque habitacional para conter rendas

Antoni Bisbal, decano do Colégio de Economistas, defende que o Governo controle 15-20% da habitação para influenciar a subida dos preços das rendas.

Sintetizado a partir de:
ARA

Pontos-chave

  • Bisbal recomenda propriedade pública de 15-20% do parque habitacional para alavancar o mercado de arrendamento.
  • Cerca de 200 apartamentos públicos atuais considerados inadequados para conter subidas de preços.
  • 2026 apontado como ano incerto devido à economia global e políticas de Trump que afetam o bem-estar europeu.
  • Custos das rendas em Andorra continuam a subir apesar dos esforços de expansão do Governo.

Antoni Bisbal, decano do Colégio de Economistas de Andorra, defendeu que o Governo detenha entre 15% e 20% do total do parque habitacional do país para obter uma influência significativa sobre a subida dos preços das rendas.

Numa entrevista à Ràdio Nacional, Bisbal argumentou que as atuais cerca de 200 habitações públicas do executivo são insuficientes para orientar eficazmente o mercado de arrendamento. Sem um portfólio maior, disse ele, as medidas recentes não terão alavancagem para conter os aumentos contínuos de preços.

Bisbal destacou também os riscos para 2026, descrevendo-o como um ano de incerteza impulsionado pela perspetiva económica global e tensões internacionais. Previu que as políticas da próxima administração Trump nos Estados Unidos afetarão a Europa, embora não o suficiente para desestabilizar gravemente os mercados. Em vez disso, poderão minar os sistemas de bem-estar social do continente.

Os comentários surgem em meio a preocupações persistentes sobre a acessibilidade habitacional em Andorra, onde os custos das rendas continuam a subir apesar dos esforços do Governo para expandir o parque público. A recomendação de Bisbal sublinha as limitações das intervenções em menor escala num mercado tenso.

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