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Empresário andorrano evita prisão em julgamento de pensão de alimentos através de acordo de última hora

Prominente empresário enfrentou acusação por 30 mil euros de pensão não paga, mas chegou a acordo extrajudicial, renunciando às dívidas após guarda transferida

Sintetizado a partir de:
Altaveu

Pontos-chave

  • Incumpriu pagamento de 450 euros/mês ordenado judicialmente, totalizando 30 mil euros, apesar de decisões judiciais.
  • Alegou ruína por falências e processos; provas mostraram casa de 600 mil euros, carro de luxo, férias.
  • Guarda transferida para o pai; agora cobre propinas da universidade e despesas da filha.
  • Procuradores pediram 6 meses de prisão; ex-mulher renunciou à dívida para garantir apoio futuro.

Um proeminente empresário andorrano foi a julgamento esta manhã no Tribunal de Corts por sucessivos incumprimentos no pagamento da pensão de alimentos de 450 euros mensais ordenada judicialmente para a filha. Os procuradores acusaram-no de violar múltiplas decisões judiciais, um crime, enquanto ele alegou ruína financeira devido a falências empresariais e processos judiciais em Andorra e Espanha que o impediram de cumprir. A audiência terminou abruptamente com um acordo extrajudicial de última hora entre o ex-casal.

O pai relatou uma viragem acentuada na sua fortuna após a guarda lhe ter sido inicialmente atribuída em 2017, quando a mãe cumpriu devidamente a sua quota sem problemas. Os papéis inverteram-se mais tarde, mas ele disse que não conseguiu cumprir os pagamentos desde o início devido a falências de empresas e batalhas legais, incluindo reivindicações de outro importante empresário local. «Os processos judiciais afundaram-me financeiramente», disse ele ao tribunal, acrescentando que um emprego subsequente lhe pagava apenas 1000 euros mensais.

Os procuradores destacaram discrepâncias entre a alegada dificuldade e provas de um estilo de vida confortável: copropriedade de uma casa de 600 mil euros com a nova parceira, um carro de alta gama adquirido por leasing e férias no estrangeiro financiadas por amigos. Desde então estabilizou, ganhando 2500 euros mensais num negócio que reconstruiu sozinho, com o apoio da parceira. A filha vive agora com ele e ele cobre as propinas da universidade privada e custos de combustível — despesas que argumentou compensarem os incumprimentos passados. A pensão não paga totaliza cerca de 30 mil euros.

A ex-mulher insistiu que sempre cumpriu as suas obrigações, mesmo trabalhando em três empregos para garantir a guarda, e acusou-o de manter um nível de vida consistentemente elevado. «Ele nunca baixou o seu nível de vida», disse ela, descrevendo danos emocionais e o uso da filha para desviar as suas exigências. Expressou desconforto com os termos do acordo, incluindo a escolha da universidade, mas renunciou à dívida na esperança de que ele cubra custos futuros.

A acusação, apontando que os seus rendimentos eram suficientes para liquidar as dívidas, pediu uma pena de seis meses de prisão, reduzida mais tarde com o acordo que resolveu as questões de pagamento. A defesa exigiu absolvição, retratando o pai como alguém que «sempre deu o seu melhor quando pôde». O acordo suspende os restantes procedimentos.

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