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Escola Francesa de Andorra proíbe entrada de alunos após série de brigas entre estudantes

Incidentes com alunos do primeiro ano do ensino secundário levaram a suspensões, reuniões familiares e escoltas a vítimas em meio a ameaças, enquanto uma substituta alcoolizada demitiu-se.

Sintetizado a partir de:
AltaveuBon DiaEl Periòdic

Pontos-chave

  • Escola proibiu entrada a alunos envolvidos em briga indoor de quarta-feira à espera de reuniões com famílias.
  • Polícia reforçou patrulhas à volta da escola a pedido para prevenir confrontos na saída.
  • Assalto ao ar livre na quinta à noite a alunos de 13 anos levou a queixas policiais e tratamento médico.
  • Pais pedem mais segurança; incidente separado na sexta envolveu professora substituta bêbada que se demitiu.

O Lycée français d'Andorre, conhecido como Lycée Comte de Foix, proibiu a entrada a alunos alegadamente envolvidos numa briga na quarta-feira dentro das instalações da escola, como medida de precaução enquanto decorrem reuniões com as famílias e se esclarecem os factos. A polícia reforçou as patrulhas à volta das entradas e saídas desde segunda-feira, a pedido da escola, para prevenir mais confrontos nos horários de saída.

Os incidentes da semana passada envolveram alunos do sixième, o primeiro ano do collège. Na quarta-feira, durante o horário escolar, eclodiu uma briga no interior entre dois grupos identificados, no âmbito de um conflito em curso. A direção suspendeu temporariamente os envolvidos e reagendou reuniões com as famílias para esta semana, após a sexta-feira se revelar impossível. Um confronto separado ocorreu na quinta-feira à noite fora da escola, onde vários alunos do sixième agrediram a socos e pontapés um colega enquanto retinham e ameaçavam o amigo dele; dois alunos de 13 anos do quatrième também participaram. Uma vítima recebeu tratamento de emergência por ferimentos leves e as famílias de ambas as vítimas apresentaram queixas à polícia, incluindo um relatório médico e vídeo do assalto nas redes sociais. Os ligados ao incidente ao ar livre continuam as aulas à espera de reuniões.

Uma das vítimas recebeu novas ameaças e tem agora uma escolta pessoal esta semana. O diretor Olivier Salvan delineou estas medidas numa carta aos pais do secundário, descrevendo os acontecimentos como «extremamente graves» e confirmando a resposta imediata da escola quinta e sexta de manhã. Comprometeu-se a colaborar com a polícia e a Batllia. O pessoal mantém-se dedicado à prevenção, instando os alunos a reportar problemas aos adultos em vez de intervirem. «A nossa prioridade absoluta continua a ser a segurança e o bem-estar de todos os alunos», escreveu Salvan, acrescentando que está disponível para conversas mas focado na resolução em vez de reuniões individuais.

Os pais, através da sua associação, pediram mais pessoal de segurança interno para gerir as tensões crescentes, citando as brigas e um incidente separado na sexta-feira em que uma professora substituta de História e Geografia de uma turma do sixième chegou alcoolizada. Os alunos alertaram os supervisores; o pessoal de enfermagem chamou uma ambulância, que a levou aos serviços de emergência. Ela demitiu-se na segunda-feira, deixando a turma sem professora. Alguns alegados agressores apresentaram contra-queixas, acusando a vítima de bullying contra outros por motivos de raça ou peso. A escola, com cerca de 1200 alunos do collège ao batxillerat e programas profissionais, continua a lidar com as preocupações em meio destes desenvolvimentos.

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