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Espanha rejeita teto de 20 milhões de euros de Andorra para investimento em linha elétrica

Espanha recusou o pedido de Andorra para limitar o financiamento da FEDA para uma nova linha de interconexão de 220 kV a 20 milhões de euros, adiando os custos para um acordo privado.

Sintetizado a partir de:
Altaveu

Pontos-chave

  • Espanha rejeitou o teto proposto de 20 milhões de euros da FEDA para a linha de 220 kV em território espanhol.
  • Custos, agora estimados em mais de 21 milhões de euros, a fixar em acordo privado FEDA-REE, cobrindo todas as ultrapassagens.
  • Linha garante abastecimento de Andorra como reserva francesa, mas permite exportações de energia espanhola.
  • Projeto expandido desde estimativa inicial de 14,5 milhões de euros, incluindo linha de 15,5 km e subestação.

A Espanha rejeitou o pedido de Andorra para limitar o investimento da FEDA numa nova linha de interconexão elétrica de 220 kV a 20 milhões de euros, deixando a questão para negociação num acordo privado separado entre a FEDA e a Red Eléctrica Española (REE).

O governo andorrano submeteu a «Convenção entre o Principado de Andorra e o Reino de Espanha para a Implementação de uma Interconexão Elétrica de 220 kV» ao Consell General, juntamente com documentos de apoio que revelam o ponto de impasse. O artigo 3.º da convenção estabelece que Andorra, através da FEDA, cobrirá integralmente os custos de investimento em território espanhol para os trabalhos descritos, incluindo quaisquer despesas adicionais imprevistas decorrentes do lançamento do projeto. Não é especificado um custo total na convenção; esse pormenor constará do acordo privado entre a FEDA e a REE, que deve ser assinado antes do início da construção.

A FEDA, liderada por Albert Moles, defendeu uma cláusula que limitasse a sua exposição a 20 milhões de euros para se proteger contra potenciais ultrapassagens. A empresa descreveu a linha como essencial para garantir o abastecimento de eletricidade em caso de falha na ligação francesa, considerando-a a melhor alternativa para Andorra. No entanto, a FEDA notou que a linha também serve como rota para empresas espanholas venderem energia a Andorra, gerando receitas para Espanha, enquanto Andorra já paga pelo uso da rede para compras de energia.

A Espanha recusou o teto, insistindo que as questões de partilha de custos sejam tratadas exclusivamente no acordo privado. A REE integrará a infraestrutura nos seus ativos como uma instalação financiada por terceiros e cobrará taxas pela sua operação e manutenção, conforme o artigo 4.º da convenção.

As estimativas do projeto subiram acentuadamente desde o início — de 14,5 milhões de euros iniciais — e os planos de desenvolvimento da rede espanhola referem uma nova linha de 15,5 km, uma subestação, modificações nas linhas existentes de Llavorsí e Cercs a Adrall, e o desmantelamento da linha atual. Estes descrevem uma empreitada tecnicamente complexa com elevado potencial de ultrapassagens, cujos custos totais, incluindo diretos, indiretos e financeiros, recairão integralmente sobre a FEDA. Os planos citam 21 milhões de euros, embora não finalizados, sem indicação de que a REE aceite um limite de despesa.

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