Grupo Questiona Alegação do Governo sobre Alojamento 'Digno' nos Desalojamentos
Coordinadora per un Habitatge Digne argumenta que abrigo em hostel para mãe solteira desalojada não é solução digna, em meio à crise habitacional crescente.
Pontos-chave
- Coordinadora questiona alegação do govt de que mãe solteira desalojada no hostel Arca d'Aixovall tem alojamento 'digno'.
- Caso considerado 'singular' devido à necessidade do proprietário, mas revela padrões de vulnerabilidade e lacunas institucionais.
- Critica fraca coordenação entre Tràmits e INH, falta de mecanismos de emergência.
- Exige substituições acessíveis e dignas em vez de hostels para proteger equilíbrio trabalho-família.
A Coordinadora per un Habitatge Digne contestou declarações recentes do governo sobre o despejo de uma mãe solteira com filhos, argumentando que o alojamento temporário num hostel não constitui uma solução "digna".
O grupo de cidadãos reagiu após o Executivo insistir que "ninguém ficou nunca na rua após um despejo". A mãe, que perdeu a casa de arrendamento, está agora no abrigo Arca d'Aixovall. Embora a Coordinadora afirme não ter conhecimento de casos idênticos, descreveu este como "bastante singular", envolvendo a necessidade legítima do proprietário de ocupar o apartamento, o que tornou a saída da inquilina inevitável. As autoridades ofereceram-lhe uma cama no hostel "em extremis", mas o grupo sublinhou que isso não torna a situação isolada.
Nos últimos meses, a entidade detetou padrões emergentes de vulnerabilidade habitacional, incluindo dificuldades no acesso a apartamentos acessíveis e um sentimento de negligência institucional. Apontou a fraca coordenação entre entidades de habitação — por exemplo, uma desconexão entre o serviço Tràmits e o Institut Nacional de l'Habitatge (INH) nos pedidos de informação —, sem acusar ninguém de má-fé.
A Coordinadora destacou uma falta mais ampla de "capacidade" para ativar todos os mecanismos de emergência disponíveis e fornecer opções verdadeiramente acessíveis e garantidas. Instou o governo a demonstrar mais autocrítica, notando que, embora ninguém fique sem-abrigo, as alternativas atuais não atingem padrões ótimos.
O grupo reiterou uma exigência apresentada pela primeira vez a 5 de abril do ano passado: quem não puder permanecer na sua casa deve receber substituições dignas e acessíveis. Uma estadia em hostel, argumentou, não cumpre este critério e compromete o equilíbrio entre trabalho e família.
Fontes originais
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