Herreweghe dirige o Collegium Vocale Gent em cantatas de Bach em concerto na Andorra
O maestro belga Philippe Herreweghe dirige três obras de Bach — duas cantatas e *Missa Brevis* — na 31.ª temporada de música MoraBanc no Centre de Congressos da Andorra.
Pontos-chave
- Programa: BWV 14 (1735), BWV 186 (1723) e Missa Brevis BWV 233, todas assinadas SDG.
- Coro: 12 cantores (4 solistas); orquestra: 6 violinos, 2 violas, 2 violoncelos, baixo contínuo.
- Herreweghe fundou o Collegium Vocale Gent em 1970, pioneiro em instrumentos de época no Barroco.
- Desafio: Manter a intensidade espiritual das obras de igreja num espaço secular.
Philippe Herreweghe dirige esta noite o Collegium Vocale Gent num programa de três obras de Bach no Centre de Congressos da Andorra, no âmbito do quarto concerto da 31.ª temporada de música e dança MoraBanc.
O maestro belga, nascido em Gent em 1947, fundou o coro em 1970 após abandonar os estudos de medicina psiquiatrica. Pioneiro no uso de instrumentos de época na interpretação coral, colaborou inicialmente com os principais ensembles historicistas antes de formar o seu próprio em 1989. O grupo especializa-se no reportório barroco, com Bach no centro.
A seleção desta noite inclui duas cantatas — BWV 14, *Si Déu no hagués estat amb nosaltres* (estreada em 1735), e BWV 186, *No t'enutgis, ànima meva* (de 1723) —, acompanhadas da *Missa Brevis* BWV 233. Estas peças, assinadas por Bach com a sigla SDG (*Soli Deo Gloria*), reflectem a sua prática de compor uma nova cantata todos os domingos para o coro da Igreja de S. Tomás em Leipzig, durante o período em que lá esteve de 1723 até à morte em 1750. Cerca de 200 sobreviveram.
O coro é composto por 12 cantores, incluindo quatro solistas que cobrem todas as partes corais, com três vozes por linha. A orquestra de acompanhamento inclui seis violinos, duas violas, dois violoncelos e baixo contínuo. A BWV 14 abre com um coro impressionante liderado por trompa de caça em vez de vozes, enquanto a BWV 186, de 40 minutos, incorpora árias e recitativos operáticos, baseados no hábito de Bach de adaptar material secular. A *Missa Brevis*, limitada ao Kyrie e Gloria, contrasta com a sua mais famosa *Missa em Si menor*.
Herreweghe enfrenta o desafio de preservar a intensidade íntima e espiritual destas obras de igreja no ambiente secular do centro de congressos. Dirige também a Orchestre des Champs-Élysées, dedicada à música francesa do século XVII, a Chapelle Royale e, desde 1982, o Festival de Musique Ancienne de Saintes.
Fontes originais
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