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Proprietária dos Jardins de Juberri Inicia Desmantelamento de Esculturas Após Fim do Projeto de 20 Anos pelo Concelho

Nicole Grignon remove réplicas icónicas em meio a disputas sobre prazos e custos, enquanto líder do concelho defende resolução negociada e recuperação do espaço público após queixas de residentes.

Sintetizado a partir de:
El Periòdic

Pontos-chave

  • Grignon remove réplicas da Torre Eiffel e Estátua da Liberdade após fim do projeto de 20 anos.
  • Concelho nega prazo de 8 de março, prefere negociação; acordo original permite 3 meses mas reconhece atrasos de inverno.
  • Queixas de residentes citam sobrelotação, trânsito, expansão não aprovada de 4000 para 8000 m².
  • Concelho propõe redimensionar jardins, preservar arte ou ajudar no armazenamento; Grignon doará moinho e armazenará peças privadamente.

Nicole Grignon, proprietária dos jardins de Juberri em Sant Julià de Lòria, começou a remover esculturas do local após o concelho local ter decidido pôr fim ao projeto de 20 anos. No entanto, Cerni Cairat, líder do concelho de Sant Julià de Lòria, negou relatos de um prazo estrito a 8 de março, enfatizando a preferência por uma resolução negociada.

Grignon disse ao *El Periòdic* que o desmantelamento está em curso, com os primeiros itens — uma réplica da Torre Eiffel e da Estátua da Liberdade na entrada da sua casa — já removidos. Descreveu a data de desocupação de 8 de março como inviável devido à neve de inverno, chamando-lhe «um escândalo» e criticando a abordagem do concelho. Afirmou que enfrenta todos os custos sozinha, sem assistência oferecida, acrescentando: «Pensei que o concelho ajudaria, mas nunca me deram nada.»

Cairat rejeitou a ideia de um prazo fixo, notando que o acordo original de 2004 permite três meses para o fecho, mas que o concelho reconhece que o inverno torna o desmantelamento completo impossível nesse período. «Deixámos claro que entendemos que não pode ser feito em 90 dias e que procuraríamos uma solução consensual», disse ele. Negou qualquer conflito com Grignon, afirmando que o concelho perguntou se ela tinha representação legal para facilitar as negociações e ofereceu opções como redimensionar os jardins, manter partes como espaço público para locais, preservar peças artísticas e ajudar a encontrar armazenamento temporário.

A medida segue queixas de residentes de Juberri sobre sobrelotação, trânsito, problemas de estacionamento e falta de serviços na zona residencial. Cairat explicou que o local expandiu-se de 4000 metros quadrados autorizados para 8000 sem aprovação, passando de espaço verde a museu de esculturas promovido para turistas. Muitas peças foram adicionadas sem aviso prévio, agravando as preocupações dos vizinhos. Notou que Grignon indicara que os seus herdeiros não manteriam os jardins, o que levou à revisão, e excluiu planos de construção: «O objetivo é recuperar o espaço público compatível com o uso residencial.»

Grignon insiste que os jardins gratuitos beneficiaram a comunidade, com visitantes a ajudar na manutenção, e rejeita alegações de abandono. Planeia doar o moinho ao concelho, transferir o presépio para uma capela em sua casa, armazenar uma estátua valiosa de Santa Rita — comprada há 15 anos num leilão em Paris após o fecho de uma igreja — e manter outras peças no exterior da sua casa onde o espaço permitir. O desmantelamento de algumas exigiu helicópteros originalmente, e antecipa elevados custos para remoções por camião.

Cairat disse que o concelho visa acabar com as multidões turísticas de verão enquanto procura um resultado digno, e reconvocará com Grignon em breve para um acordo final. Grignon pretende anunciar publicamente o fecho total uma vez concluído.

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