Estudante madrileno de 21 anos acusado de agredir sexualmente trabalhadora catalã num clube de Pas de la Casa ficou
em liberdade sob caução após julgamento, com decisão marcada para 11 de março face a testemunhos contraditórios.
Pontos-chave
- Estudante em liberdade sob caução após julgamento de três dias; decisão a 11 de março apesar da oposição da acusação.
- Acusação exige 6 anos de prisão, expulsão, 14 mil euros de indemnização por agressão.
- Defesa argumenta contacto consensual de 10 segundos; aponta inconsistências nos relatos.
- Vítima com sinais de trauma; sem lesões físicas, testemunhos mistos.
Um estudante universitário madrileno de 21 anos acusado de agredir sexualmente uma trabalhadora sazonal catalã de 25 anos numa discoteca de Pas de la Casa foi posto em liberdade sob caução após o fim do seu julgamento de três dias no Tribunal de les Corts Sala 6, em Andorra. O tribunal marcou a decisão para 11 de março às 13:00, apesar da oposição dos procuradores à sua libertação.
A acusação manteve a exigência de seis anos de prisão por agressão sexual, ordem de afastamento de 12 anos, expulsão permanente de Andorra e quase 14 mil euros de indemnização por danos morais e psicológicos, perda de salário, custos médicos e despesas de viagem. A defesa pediu absolvição, argumentando que o encontro na noite de 28 de fevereiro para 1 de março de 2025 foi consensual, e destacou os quase 11 meses de detenção provisória do arguido em La Comella desde 3 de março de 2025.
O estudante de gestão, sem antecedentes, testemunhou que chegou a 27 de fevereiro para um fim de semana de esqui com a irmã e a amiga dela. Conheceu a mulher por volta das 1:30 da madrugada de 28 de fevereiro através da amiga dela no clube. Segundo o seu relato, ela elogiou o seu físico, pousou a mão no pescoço dele, mostrou uma tatuagem no peito, desabotoou o seu bodysuit e sugeriu o WC das senhoras para maior privacidade. Descreveu um contacto mútuo que durou menos de 10 segundos, que interrompeu devido à sua relação e à menção dela de um casamento iminente, saindo após ela mostrar surpresa mas sem recusa explícita. Um conhecido dela abriu então a porta. Disse que a amiga colombiana dela o ameaçou e agrediu mais tarde fora do clube, juntamente com o empregado de mesa, o que o levou a fugir brevemente em pânico antes da chegada da polícia.
Os procuradores apontaram inconsistências entre este testemunho e a sua declaração inicial à polícia — dada sem advogado —, nomeadamente sobre quem sugeriu o WC e frases dela como «não, não vamos». A declaração gravada da vítima, reproduzida em sessão fechada, alegava que ele bloqueou a porta, ignorou protestos e forçou penetração digital.
Imagens de segurança mostraram-nos juntos das 3:30 às 4:00, seguido de caos lá fora. Agentes de patrulha de rotina ouviram-na a chorar, encontraram-na ansiosa, desorientada com olhar perdido, e tomaram a sua queixa de ter sido forçada no WC. Os agentes iniciais descreveram o seu comportamento como «presunçoso» e desafiador, com comentários como «não sabes com quem estás a lidar» ou «sou de Madrid». Investigadores posteriores, no entanto, encontraram-no calmo, cooperante e consistente com as imagens, notando que era inédito nos seus mais de 20 anos de experiência que um suspeito destes permanecesse no local.
Testemunhas deram relatos mistos. A amiga da vítima, companheira do colombiano, viu-a sair despenteada e a chorar, sentindo que algo estava mal, embora o álcool turvasse a sua memória. O companheiro admitiu ter agredido o arguido com socos e pontapés após a queixa vaga dela de algo «mau», notando a tristeza contínua dela; no dia seguinte, ela detalhou uma tentativa de agressão. O amigo dele não observou nada de anormal no arguido mas viu a vítima alterada. Funcionários do clube, que a conheciam como habituée, confirmaram as lágrimas dela lá fora mas não ouviram ruídos no WC; o empregado de mesa viu-a sem fala antes da rixa.
Um médico do SAAS reportou ausência de lesões físicas mas clamídia, com incubação de 7-14 dias a excluir transmissão nessa noite. A psicóloga da acusação notou sinais de trauma — ansiedade, pesadelos, retraimento, resposta de congelamento — como genuínos. Peritos da defesa criticaram a avaliação de PTSD por uma visita, testes não específicos, falta de corroboração externa e causalidade não provada.
Investigadores elogiaram a compostura dele após o incidente, aproximando-se calmamente da polícia. Testemunhas de carácter — família, amigos, irmã — descreveram-no como respeitoso, estudioso, não violento e envolvido em voluntariado com crianças e deficientes. Psiquiatras consideraram-no mentalmente são, sem traços violentos ou impulsividade.
Nas alegações finais, os procuradores enfatizaram a queixa imediata e credível dela, as imagens a mostrar a mudança dela de sorridente para perturbada, e rejeitaram interpretações de «jogo de sedução» das suas recusações. A defesa sublinhou o relato consistente dele, discrepâncias de testemunhas, perfil improvável, comportamento atípico e explicações alternativas para o estado dela como arrependimento ou confronto com a amiga. O tribunal concedeu caução, citando dúvidas probatórias, tempo cumprido e caução de 10 mil a 12 mil euros paga pela família, contra a oposição da acusação.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
- Diari d'Andorra•
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- El Periòdic•
Llibertat provisional per a l’acusat d’una presumpta agressió sexual al Pas amb una fiança de 10.000 euros
- Altaveu•
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- El Periòdic•
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- Altaveu•
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- Diari d'Andorra•
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- Diari d'Andorra•
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- Diari d'Andorra•
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- Diari d'Andorra•
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- El Periòdic•
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