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Comuna de La Massana aprova por unanimidade empresa pública de águas para gestão integral do ciclo da água e orçamento de 29 milhões de euros

orçamento de 2026 prioriza infraestruturas hídricas face ao crescimento e desafios climáticos.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraBon DiaAltaveuEl PeriòdicARA

Pontos-chave

  • Empresa pública Aigües de la Massana para gerir ciclo completo da água, face a faltas por crescimento, tubagens envelhecidas, alterações climáticas.
  • Orçamento 2026: 28,975 M€ (+19,5%), 10,34 M€ investimentos: 2,5 M€ infraestruturas hídricas, +4 M€ estacionamentos, 4,6 M€ desvio.
  • Cessões de terreno urbano subem para 15%; proibições de armazenamento ao ar livre e edifícios provisórios sobredimensionados.
  • Aumentos em tarifas de água e ligações geram 1,6 M€ extra sem subidas de impostos básicos para residentes.

O conselho paroquial de La Massana aprovou por unanimidade a criação da Aigües de la Massana, uma empresa totalmente pública para supervisionar o ciclo completo da água, incluindo captação, tratamento, distribuição, manutenção e expansão de infraestruturas. O conselheiro de Finanças, Agustí Garcia, descreveu o passo como "responsável, ousado e necessário" para garantir uma gestão eficiente e equitativa 24 horas por dia deste recurso essencial, face a faltas de água passadas, especialmente no verão, ligadas ao crescimento populacional, a uma rede envelhecida e às alterações climáticas. O conselho mantém a autoridade final sobre tarifas e investimentos. A Cònsol Major Eva Sansa notou que a iniciativa está numa fase inicial, com estudos de viabilidade pela frente e possíveis emissões futuras de ações a parceiros privados para competências especializadas, preservando o controlo público. O pessoal atual de águas públicas manterá o seu estatuto e poderá optar por permanecer no conselho ou ingressar na empresa. O Cònsol Menor Roger Fité acrescentou que a estrutura acelerará respostas, permitirá planeamento a longo prazo e implementará tecnologia de deteção de fugas.

Os conselheiros também aprovaram o orçamento de 2026 no valor de 28,975 milhões de euros, um aumento de 19,5% face aos 24,24 milhões de euros de 2025, com receitas e despesas equilibradas. Os investimentos atingem 10,34 milhões de euros, um aumento de 33%, priorizando infraestruturas hídricas com 2,5 milhões de euros para ampliações de reservatórios, renovação de redes e sistemas de controlo — uma "prioridade estratégica", segundo Sansa. Mais de 4 milhões de euros destinam-se a novos parques de estacionamento em Escàs, Arinsal e Pal; mais de 2 milhões de euros financiam um edifício de serviços em l'Aldosa; 4,6 milhões de euros cobrem obras complementares do desvio Massana-Ordino; e alocações adicionais apoiam remodelações do refúgio Setúria, melhorias na Plaça de les Fontetes, espaços verdes e parques infantis. Os custos com pessoal sobem 10,1% para uma equipa de 174, face a 166, incluindo ajustes de 3% pela inflação. A dívida é prevista em 31,8%, ou 6,7 milhões de euros, considerada sustentável. Garcia enquadrou o orçamento expansivo no contexto económico positivo de Andorra.

A oposição absteve-se. O conselheiro Guillem Forné afirmou que não era o seu orçamento, mas não encontrou razões para rejeição.

Alterações provisórias elevam as cessões obrigatórias de terreno urbano para 15% — o máximo previsto na Lei da Ordenação Geral do Território — para áreas urbanas, urbanizáveis e não consolidadas, apoiadas por estudos que destacam faltas de espaços e equipamentos públicos. Segue uma consulta pública de 30 dias após publicação no BOPA, exigindo aprovação prévia do governo. Emendas unânimes do POUP proíbem o armazenamento ao ar livre de materiais de construção para reduzir riscos visuais, de segurança, higiene e ambientais, e reduzem o tamanho de edifícios provisórios em lotes de 3000 m² de 150 m² para 75 m² por piso, impedindo o seu uso como habitações permanentes em zonas subdesenvolvidas. Sansa enfatizou que isto restaura o propósito original, como estruturas agrícolas.

Atualizações fiscais promovem a conservação, elevando as tarifas de água do terceiro escalão de 1,05 €/m³ para 1,50 €/m³, introduzindo taxas por ligações de construção, manutenção de infraestruturas e licenças urbanas — gerando 1,6 milhões de euros extras sem aumentos de impostos básicos para residentes, como lareira e casa ou higiene. As taxas de higiene comercial têm agora um mínimo de 120 €, radicació 150 €. O conselho aprovou regulamentos de serviços públicos, desenvolvidos com o sindicato dos trabalhadores, abrangendo pessoal, igualdade, cibersegurança e transformação digital, mais um contrato de 541 mil euros para atualizações de software de gestão fiscal. Garcia delineou seis linhas estratégicas: gestão eficiente dos recursos hídricos, melhorias de infraestruturas, crescimento económico e turístico, revisão do planeamento urbano, modernização de TI e atualizações fiscais para financiamento público.

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Fontes originais

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