Voltar ao inicio
Outros·

Mãe solteira em Andorra enfrenta despejo apesar de aprovação para habitação

Residente de longa data com filhos andorranos arrisca sem-abrigo após fim do arrendamento, com atraso na atribuição de habitação pública apesar da elegibilidade.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraEl PeriòdicBon DiaARAAltaveu

Pontos-chave

  • Residente em Andorra há 22 anos, dois filhos andorranos, aprovada para habitação pública em outubro mas sem atribuição.
  • Arrendamento terminou a 31 dez 2025; novo proprietário reivindica uso pessoal.
  • Rejeitou quarto da Cruz Vermelha a 720 €/mês por impacto emocional na filha menor.
  • Coordinadora culpa falhas sistémicas na oferta e processos de habitação.

Uma mãe solteira em Andorra, residente há 22 anos com dois filhos andorranos, enfrenta despejo iminente após o termo do contrato de arrendamento a 31 de dezembro de 2025, apesar de ter recebido aprovação do INH em outubro para habitação pública acessível ainda não atribuída.

A mulher vive desde 2020 num apartamento de três quartos e duas casas de banho em Sant Julià, inicialmente arrendado por 550 € mensais — embora alguns relatos indiquem 650 €. Em agosto, o novo proprietário notificou-a da venda e da intenção de ocupar o imóvel pessoalmente a partir do início de 2026. Ela candidatou-se prontamente ao Institut Nacional de l'Habitatge (INH), contactou os ministérios dos Assuntos Sociais e da Habitação, e obteve confirmação da sua elegibilidade. Os responsáveis citaram um sistema rigoroso de atribuição por pontos sem margem para exceções, referindo a escassez de disponibilidade, como apartamentos de três quartos em Encamp.

Como medida provisória, os Assuntos Sociais ofereceram um quarto na instalação da Cruz Vermelha Arca d'Aixovall — recentemente aberta com 36 quartos para até 68 pessoas em risco de exclusão residencial — por 720 € mensais mais 177-191 € pela meia-pensão. Ela rejeitou-o por ser emocionalmente inadequado para a filha menor, optando por deixar a menina viver temporariamente com o pai. Negociou uma extensão curta com o senhorio para gerir a mudança. Embora os Assuntos Sociais cubram a meia-pensão, persiste incerteza quanto à elegibilidade para apoios ao arrendamento na instalação.

A Coordinadora per un Habitatge Digne destacou o caso nas redes sociais, incluindo o depoimento áudio dela de que tais vendas representam a única via legal de despejo. O grupo retrata-o como prova de deficiências sistémicas — rendas privadas elevadas, stock acessível insuficiente e processos lentos — que deixam famílias elegíveis expostas. «Quando alguém usa todas as opções disponíveis e ainda perde a casa, o problema não é individual mas de um sistema que falha em responder com urgência», argumentou.

A organização renovou o apelo para que não haja despejos sem alternativas dignas e acessíveis garantidas, sublinhando casos recorrentes silenciosos entre grupos vulneráveis como famílias monoparentais. Instou outros em situações semelhantes a vir a público para maior visibilidade e comprometeu-se a advogar proteções reais contínuas. O governo não emitiu mais comentários sobre o atraso na atribuição.

Partilhar o artigo via