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Mulheres Ucranianas Reconstróem Vidas em Andorra Após Fugirem da Guerra

Três mulheres ucranianas, deslocadas pela invasão, estabeleceram-se em Andorra, superando medo, perda e desafios de adaptação com apoio local.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Ólena Vahina fugiu do Donbas via Polónia e Alemanha, agora cabeleireira após ser empregada de mesa.
  • Anna Stepanenko, ex-advogada de Kiev, serve mesas enquanto aprende línguas.
  • Olesia Smirnova, professora, fugiu com as filhas, agora leciona a refugiados ucranianos.
  • Voluntário local Eugeni auxilia na imigração; estadias tornaram-se permanentes.

Três mulheres ucranianas reconstruíram as suas vidas em Andorra após fugirem da guerra, navegando pelo medo, perda e os desafios de recomeçar longe de casa.

Ólena Vahina chegou há quase quatro anos com o marido, a filha e o cão, tendo atravessado a Polónia e a Alemanha em busca de segurança. Originária da região do Donbas, já tinha sido deslocada uma vez em 2014, quando os combates perturbaram pela primeira vez a sua vida ali. A invasão em grande escala levou a uma fuga final. «Não tínhamos nada — nem informação, nem destino», recordou ela. Após 20 dias a conduzir exausta, parou em Andorra por instinto. «Fiquei porque estava esgotada. Não conseguia ir mais longe.»

A família regularizou o estatuto em poucas semanas, dependendo muito da assistência dos locais. Vahina começou como empregada de mesa, longe do seu anterior trabalho como cabeleireira, mas regressou à profissão, trabalhando há três anos num salão. A adaptação revelou-se mais difícil do que esperado, disse ela, para além das barreiras linguísticas — compreender os sistemas quotidianos levou tempo. As cicatrizes emocionais da guerra persistem, mas a segurança continua a ser a sua prioridade máxima.

Anna Stepanenko e Olesia Smirnova, que são parentes, partilham um caminho semelhante de turbulência. Stepanenko, advogada em Kiev com uma carreira estável, casa e família, fugiu dos bombardeamentos intensos que visavam civis assim como alvos militares. Deixou para trás o marido, os pais e familiares alargados, levando apenas o essencial como documentos e dinheiro.

Smirnova, professora de línguas, acordou com explosões às 5 da manhã no primeiro dia da guerra. Às 14 horas, vendo explosões da sua janela, meteu as filhas no carro e partiu, abandonando o ex-marido, o filho e os pais. Os cinco viajaram juntos durante nove dias através da Moldávia — alguns sem passaportes —, enfrentando falta de combustível, problemas de transporte e riscos de segurança no meio de multidões em fuga. Voluntários forneceram ajuda crucial: informação, comida e dinheiro.

Chegaram a Andorra a 5 de março de 2022, acolhidas por familiares. Ambas voluntariaram-se na Cruz Vermelha, classificando e traduzindo medicamentos para hospitais ucranianos. Stepanenko trabalha agora como empregada de mesa devido a obstáculos linguísticos — sabe inglês e francês, mas está a aprender catalão e espanhol. Smirnova continua a lecionar línguas a outros ucranianos.

O que começou como temporário tornou-se permanente. Um residente ucraniano local, Eugeni — que vive em Andorra desde 2010 com a mulher e gere uma empresa de gestão —, ofereceu-se como voluntário tradutor para imigração, polícia e serviços sociais, ajudando os recém-chegados apesar da sua vida estabelecida.

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Fontes originais

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