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Opiniões divididas na aldeia andorrana sobre repressão policial ao contrabando de tabaco

Habitantes de El Pas de la Casa têm opiniões divididas sobre o aumento de patrulhas contra o contrabando de tabaco, com alguns a verem pouca mudança e outros.

Sintetizado a partir de:
El Periòdic

Pontos-chave

  • Comerciante relata contrabando frequente com pouca mudança apesar de mais polícia.
  • Trabalhador de supermercado diz que aldeia está mais calma e segura com supervisão extra.
  • Residente do comércio local preocupa-se mais com habitantes envolvidos no contrabando.
  • Governo cria 15 postos policiais para patrulhas e vigilância em pontos-chave.

Os habitantes de El Pas de la Casa, a aldeia andorrana na fronteira com França, manifestam opiniões divididas sobre os recentes esforços policiais para travar o contrabando de tabaco. Nos últimos meses, o governo aumentou as patrulhas e controlos no âmbito de um plano de repressão, o que gerou debate sobre a vida quotidiana, as perceções de segurança e a convivência na comunidade, apesar de não haver ligações diretas a crimes graves.

Uma comerciante local, que vive na aldeia desde 2010 numa rua que leva à França, refere pouca mudança apesar da maior presença policial visível. Descreve atividade frequente de contrabando, especialmente em certas zonas urbanas, com "dias em que há muito, muito". As pessoas entram e saem repetidamente, diz ela, e os comportamentos variam: uns passam a correr sem olhar à volta, criando tensão, enquanto outros agem com mais cautela perto de famílias e crianças para evitar perturbações. A maioria, nota ela, simplesmente compra tabaco e sai. A presença policial aumentou, mas do seu ponto de vista, a situação geral mantém-se praticamente igual.

Em contraste, um residente há 20 anos que trabalha num supermercado descreve a aldeia como "sempre muito calma" com bons níveis de segurança que melhoraram ligeiramente. O reforço policial proporciona melhor supervisão, diz ele, fazendo com que as pessoas se sintam mais seguras. Recorda o desconforto passado com indivíduos desconhecidos, por vezes muito tapados, embora não tenha havido incidentes graves. Como comerciante, acrescenta que o tabaco continua a ser o produto mais vendido, sem ser afetado pelas novas regras de venda por horas — das 7h às 20h — na sua loja, que só abre durante o dia. Os contrabandistas, observa ele, visam os estabelecimentos abertos 24 horas durante a noite.

Um terceiro habitante, empregado no comércio local, destaca uma preocupação mais grave: alguns contrabandistas vivem na aldeia e trabalham nas suas lojas. Embora haja também forasteiros envolvidos, considera a participação de locais o aspeto mais preocupante.

A iniciativa governamental contra o contrabando inclui 15 novos postos policiais para reforçar patrulhas e vigilância em pontos-chave, além de uma reorganização de pessoal para maior vigilância. As autoridades ainda não detalharam outros resultados.

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