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Pais andorranos protestam contra avaliação laxista e ensino centrado em iPads na Escola Andorrana

Pais exigem reversão de políticas que permitem progressão com metade das disciplinas aprovadas, ignorando o catalão, em meio a preocupações com tempo excessivo de ecrã.

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Bon Dia

Pontos-chave

  • Notas finais baseadas apenas em exames do final do período, ignorando avaliações contínuas.
  • Alunos progridem ou concluem com aprovação em metade das disciplinas, sem catalão obrigatório.
  • iPads como ferramenta principal aumentam riscos de tempo de ecrã: problemas visuais, perturbações do sono, ansiedade.
  • Grupos de WhatsApp recentes partilharam conteúdos explícitos entre alunos, possível envolvimento de adultos.

Pais de alunos da Escola Andorrana manifestaram fortes objeções ao sistema de avaliação da escola, que baseia as notas finais de cada disciplina exclusivamente no exame do final do período. Criticam também a política que permite aos alunos progredir para o ano seguinte, obter o certificado de educação básica ou conquistar o título de bachillerato aprovando apenas metade das disciplinas — um limiar que não exige aprovação em catalão, a língua oficial de Andorra e pilar da identidade nacional.

os pais apelam ao Ministério das Relações Institucionais, Educação e Universidades para que atenda às suas preocupações, reverta estas medidas e restabeleça padrões mais rigorosos. Um dos pais descreveu as mudanças como «a destruir a educação do nosso país», exigindo o fim do uso constante de ecrãs, das avaliações superficiais «para inglês ver» e do desrespeito pela língua catalã e pela identidade cultural.

O tempo excessivo de ecrã surge como outra grande queixa. As famílias, citando estudos científicos, destacam riscos comprovados para crianças e adolescentes, incluindo problemas de visão e cansaço ocular, perturbações do sono por supressão da melatonina, ansiedade e depressão acentuadas, e défices de atenção com impulsividade. Na Escola Andorrana, o iPad é a principal ferramenta de ensino, levantando temores de que os alunos possam aceder a chats ou sites de pornografia. Na semana passada, as autoridades recomendaram reforçar a segurança digital infantil após descobrir adolescentes em grupos de WhatsApp a partilhar conteúdos explícitos. Alguns números de telefone nos grupos foram rastreados até Espanha, França e Argentina, suscitando suspeitas de envolvimento de adultos na sua criação ou distribuição.

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Fontes originais

Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao: