Sítios da Construção do Estado nos Pirenéus Avançam para Candidatura à UNESCO
Oito anos após a iniciativa de Rosa, a candidatura transfronteiriça da UNESCO «Els testimonis materials de la construcció de l’Estat dels Pirineus: el»
Pontos-chave
- Originou-se a 27 de dezembro de 2014 com a delegação de Rosa a atravessar os Pirenéus para propor a candidatura ao presidente da câmara de Foix.
- Sítios incluem a Catedral de La Seu d’Urgell, Casa de la Vall, Castelo de Foix, igrejas românicas de Andorra, Margineda.
- Cultivada por equipas e comités; visa a 49.ª sessão do Comité do Património Mundial em 2027.
- A viagem de regresso nevosa simboliza o caminho da candidatura: vontade, estratégia, humildade sobre o poder.
Oito anos após a morte de Rosa, uma iniciativa pioneira transfronteiriça que ela ajudou a lançar atingiu um marco importante. A 26 de janeiro, a candidatura à UNESCO intitulada «Els testimonis materials de la construcció de l’Estat dels Pirineus: el Coprincipat d’Andorra» foi oficialmente registada para a Lista do Património Mundial.
O projeto remonta a 27 de dezembro de 2014, quando Rosa — na altura cônsul de Andorra la Vella — integrou uma pequena delegação de La Seu d’Urgell e de Andorra para se reunir com o presidente da câmara de Foix, Monsieur Meler. Apesar das previsões de forte nevão nessa tarde, o grupo atravessou cedo o Port d’Envalira e viajou até L’Hospitalet, Ax-les-Thermes e Foix. Ali, apresentaram uma candidatura transnacional para classificar sítios chave como Património Mundial da UNESCO: a Catedral de La Seu d’Urgell, a Casa de la Vall, o Castelo de Foix, as igrejas românicas de Andorra e o sítio arqueológico de Margineda.
Meler acolheu imediatamente a proposta. Após a reunião, a delegação — incluindo o presidente da câmara de La Seu d’Urgell, Rosa e mais três — visitou o Castelo de Foix, discutindo desafios e oportunidades. O sucesso traria compromisso local e visibilidade global aos monumentos, ao mesmo tempo que fomentaria laços históricos e cooperação através dos Pirenéus catalães, Andorra e Ariège.
Essa semente modesta, cultivada por figuras como Albert Villaró, Joan Reguant e Mn. Josep Maria Mauri, cresceu ao longo de anos de esforço por equipas técnicas, um comité científico, um grupo de redação e um comité de pilotagem. O contacto institucional visa agora a 49.ª sessão do Comité do Património Mundial no verão de 2027.
A viagem de regresso nesse dia tornou-se perigosa com uma intensa nevasca, transformando o trajeto de volta a Andorra num lento comboio passando por veículos parados. Num carro pequeno mas robusto, o grupo avançou com cautela, demorando quatro ou cinco horas a chegar a casa — uma metáfora, escreve o presidente da câmara de La Seu d’Urgell, para o caminho da candidatura: o sucesso exige vontade, estratégia, preparação, humildade e prudência, não mero poder.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao: