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Polícia andorrana investiga grupos de WhatsApp que expõem menores a pornografia

Investigação lançada após queixa de uma mãe sobre o seu filho de 12-13 anos ser adicionado a grupos internacionais que partilham pornografia adulta.

Sintetizado a partir de:
El PeriòdicAltaveuDiari d'AndorraBon Dia

Pontos-chave

  • Polícia investiga após uma queixa; criança adicionada a grupos com números da França, Espanha, Argentina.
  • Escolas e AMPAEA instam pais a verificar dispositivos, ajustar privacidade, usar controlos parentais.
  • Foco na identificação de criadores; origem provavelmente estrangeira, casos semelhantes noutros locais.
  • Estudantes exigem eliminação de grupos, melhor educação digital em meio a reformas de protecção infantil.

A polícia andorrana está a investigar grupos anónimos internacionais de WhatsApp que adicionaram menores locais sem permissão, expondo-os a fotos e vídeos pornográficos com adultos. A investigação começou ontem à tarde após uma única queixa formal de uma mãe cujo filho, com 12 ou 13 anos e no segundo ou terceiro ano do ESO ou equivalente em vários sistemas escolares, foi incluído juntamente com números da França, Espanha, Argentina e outros países.

Fontes policiais confirmaram que receberam apenas este relatório até agora, embora famílias afetadas — principalmente de raparigas — tenham informado as escolas. Alertas da polícia e do Ministério da Educação levaram a Associació de Mares i Pares d’Alumnes de l’Escola Andorrana (AMPAEA) e secções da Escola Andorrana a enviar cartas aos pais. Estas comunicações instaram a verificar dispositivos, ajustar definições de privacidade e exercer discrição devido às idades das crianças, fornecendo orientações de segurança.

Os investigadores estão a trabalhar para identificar os criadores dos grupos, administradores e responsáveis pela adição de participantes. Os números estrangeiros sugerem uma origem externa, podendo necessitar de cooperação internacional, embora a origem dos números andorranos permaneça desconhecida — possivelmente de contas comprometidas. A polícia referiu casos semelhantes noutros locais. «Temos uma queixa de uma mãe. Agora devemos iniciar a investigação e ver onde nos leva», afirmaram, alertando que algumas crianças podem não ter consciência de terem sido adicionadas ou ainda não terem informado os pais.

Escolas e autoridades delinearam passos protectores: limitar adições a grupos apenas a contactos, ocultar fotos de perfil e actualizações de estado, desactivar partilha de localização, activar verificação em dois passos e instalar aplicações de controlo parental. A idade mínima do WhatsApp é 13 anos, sendo essencial a supervisão constante de adultos. As famílias devem promover conversas abertas, incentivando as crianças a rejeitarem grupos desconhecidos, evitarem adições mútuas sem consentimento, reportarem problemas livremente e nunca partilharem imagens sexuais, memes ou autocolantes — o que constitui crimes mesmo entre menores.

O agente policial Ferran Jordan sublinhou a necessidade de educação sobre a aplicação e consciencialização das penas por distribuir esse material a crianças. Estudantes da Escola Andorrana, falando no 24.º Consell General dels Joves, pediram a eliminação destes grupos, citando danos à saúde mental dos jovens e exigindo melhor educação digital e supervisão. O incidente sublinha riscos digitais mais amplos, alinhando-se com reformas iminentes às leis de protecção infantil e ao código penal.

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