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Procuradores pedem 18 meses de prisão condicional por agressão em discoteca a ex-namorada e irmã

Incidente na discoteca de El Tarter envolveu empurrões, ferimentos e ameaças de morte num histórico de comportamento controlador e condenações prévias por abusos, com a defesa a negar violência mas a admitir ameaças.

Sintetizado a partir de:
Altaveu

Pontos-chave

  • Incidente na discoteca El Tarter: homem terá empurrado namorada ao chão, agredido irmã após reentrar.
  • Procuradores acusam de violência doméstica menor, lesões, ameaças de morte; pedem 18 meses prisão condicional, proibição de 6 anos.
  • Defesa admite ameaças como explosão emocional, nega agressões, pede 3 meses de recolher noturno.
  • Historial de comportamento controlador, condenações prévias por maus-tratos familiares.

Os procuradores pedem 18 meses de prisão condicional e uma proibição de contacto de seis anos para um homem acusado de agredir e ameaçar a sua namorada da altura e a irmã dela numa discoteca em El Tarter.

O incidente ocorreu nas primeiras horas de 21-22 de outubro no local, onde a mulher estava com a irmã e amigos. O homem, que era parceiro dela desde março de 2023 e partilhava um apartamento com ela, entrou a gritar e aproximou-se delas. Ele afirma que só as insultou ao exigir o reembolso de 3000 euros que emprestara à irmã para bilhetes de avião ao país natal dela, depois de saber por terceiros que ela gastara o dinheiro em drogas. Nega qualquer violência física, insistindo que o casal continuou a relação e que não tinha intenção de magoar nenhuma das mulheres.

Testemunhas e vítimas descrevem uma sequência diferente. O homem terá empurrado a namorada ao chão, causando-lhe ferimentos, antes de ser expulso por guardas de segurança. Regressou depois saltando uma vedação da esplanada e correndo para elas, agredindo a irmã que interveio. A namorada recebeu depois mensagens de ameaça de morte. Relatórios médicos confirmam ferimentos em ambas as mulheres, embora a defesa argumente que não provam a implicação do homem.

A relação do casal deteriorara-se desde junho de 2023, com discussões frequentes. O homem descreveu-as como disputas financeiras que nunca escalaram, mas a mulher e pessoas próximas retratam-no como controlador, ciumento e propenso a explosões. Incidentes anteriores incluíram ele atirar o telemóvel dela, pontapeá-la, partir-lhe um dedo, insultos constantes e ameaças de morte a ambas as irmãs. A polícia interveio uma vez no apartamento após alerta de um vizinho por mobiliário partido, e o homem tem condenações anteriores por maus-tratos familiares.

Os procuradores atribuem as ações à ciumenta e não à cobrança de dívida, citando a agressividade comprovada por imagens de segurança, provas médicas e o historial dele. Acusam-no de dois crimes menores de violência doméstica, lesões intencionais, duas ameaças de morte incondicionais e uma lesão por delito menor, pedindo 18 meses de prisão condicional (suspensa por dois anos) mais a proibição de contacto.

A defesa aceita as ameaças — reconhecendo pela primeira vez as mensagens, mas culpando um «ataque de emoção» ligado a problemas de drogas e álcool do homem — e a proibição de contacto. Pede apenas três meses de recolher noturno condicional, negando agressões e questionando a imparcialidade das testemunhas devido às ligações delas. O homem não esteve presente na audiência.

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