Professora andorrana constrói escola no interior da Tanzânia
Naia Aguilar lidera iniciativa para nova escola em Robanda contra salas superlotadas e elevadas taxas de abandono, apoiada pela Mans Unides e Maisha Bora.
Pontos-chave
- Construção inicia-se em 2026 em Robanda, Tanzânia, para substituir instalações degradadas.
- Aguilar inspirada por viagem de voluntariado há 3 anos; projeto envolve locais para sustentabilidade.
- Apoio de financiamento da Mans Unides e coordenação da Maisha Bora.
- Destaca liderança feminina na educação para empoderamento e autonomia das raparigas.
A professora andorrana Naia Aguilar está a liderar uma iniciativa para construir uma escola na comunidade rural de Robanda, na Tanzânia, com início da construção previsto para 2026. O projeto, apoiado pela Mans Unides e coordenado através da associação Maisha Bora, visa resolver o problema das salas de aula superlotadas, instalações degradadas e falta de materiais básicos na região.
Aguilar, que leciona em Andorra, contactou pela primeira vez com estes desafios durante uma viagem de voluntariado à Tanzânia há cerca de três anos, para visitar o seu companheiro, que aí reside. Descreveu a experiência como transformadora: as crianças caminhavam grandes distâncias para frequentar aulas em condições precárias, mas demonstravam forte determinação para aprender. «Como professora, não podia ignorar», disse, sentindo um sentido de responsabilidade ao regressar a casa.
O esforço procura proporcionar educação infantil e primária de qualidade, envolvendo famílias e líderes locais no planeamento e execução. Aguilar enfatizou que a escola pertencerá à comunidade, fomentando mudanças mais amplas nos hábitos, expectativas e perspetivas económicas. As elevadas taxas de abandono, motivadas pela falta de recursos, tornam o acesso à educação especialmente crítico.
Coordenada a partir de Andorra, a Maisha Bora gere a angariação de fundos, campanhas de sensibilização e supervisão, enquanto a Mans Unides fornece apoio financeiro e técnico. Aguilar destacou as lições pessoais do projeto em humildade, escuta, paciência e tomada de decisões coletivas.
No Dia Internacional da Mulher, 8 de março, Aguilar enquadrou o seu trabalho como exemplo de liderança feminina essencial na cooperação global. «A liderança das mulheres não é uma exceção, mas uma necessidade», afirmou. Enfatizou o papel da educação no empoderamento das raparigas, notando que aumenta as suas hipóteses de ganhar rendimento, adiar o casamento e a maternidade, e conquistar autonomia. Em contextos de desigualdade de género, as escolas oferecem ferramentas para consciencialização dos direitos, oportunidades de emprego e autodescoberta.
Aguilar apelou a maior consciencialização em Andorra sobre as desigualdades globais e instou as jovens mulheres a agir sem esperar sentir-se totalmente preparadas. «O compromisso começa com a sensibilidade e cresce através da ação», disse. «Comecem pelo que está ao alcance.»
Fontes originais
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