Joan Font e Maite Noguera fecham a Residència Indalo, um apoio social vital em meio a problemas de habitação, despedindo-se
O casal transformou a Residència Indalo num hub social essencial e num segundo lar para residentes de longa duração em tempos de escassez habitacional, passando agora o testemunho com tradições natalícias agridoces.
Pontos-chave
- Herdaram o negócio em 1983, criaram família enquanto trabalhavam 24/7.
- Acolheram residentes indicados pelo governo durante 15 anos, ajudando à sobrevivência económica.
- Hóspede de longa data elogia como 'segunda família' em meio a elevados custos de habitação.
- Último Natal agridoce; reforma em Mallorca, sem conselho de hotelaria para jovens.
Após 43 anos ao comando da Residència Indalo, Joan Font e Maite Noguera preparam-se para a reforma em fevereiro, fechando um capítulo que transformou a pensão andorrana num polo social vital e espaço familiar.
Font, agora perto dos 70 anos, entrou pela primeira vez nas suas portas aos 27, após chegar a Andorra no início dos anos 1980, depois de estudos em Lleida. Em 1983, ele e Noguera, hoje com 65 anos, herdaram o negócio — também um restaurante — por volta do tempo do seu casamento. Criaram os dois filhos ali enquanto trabalhavam juntos sem parar. «Estamos juntos 24 horas por dia há 43 anos», disse Font, descrevendo as tensões diárias como passageiras, como um jogo de futebol que termina com o apito final.
Nos últimos 15 anos, a residência ganhou uma função social crucial, acolhendo pessoas indicadas pelos serviços governamentais durante dificuldades económicas. «O governo sugeriu-o quando o trabalho escasseava, e ajudou-nos a sobreviver», explicou Font, acrescentando que a procura por alojamento acessível só cresceu. O hóspede de longa data Josep Maria, cidadão andorrano que ali vive há 23 anos, chamou-lhe «segunda família». Ele atribuiu o acolhimento caloroso do casal à ajuda na sua adaptação como jovem recém-chegado e partilhou memórias como a caça ao dente perdido de um hóspede britânico no elevador ou a resolução de uma casa de banho inundada. Josep Maria expressou resignação com o fecho, mas orgulho na gestão do casal de residentes diversos em meio a elevados custos de habitação. «Mesmo após 20 anos aqui, encontrar um apartamento é difícil devido a preços e salários», notou.
Este Natal marca o último na Indalo após décadas de tradições, incluindo celebrações de Ano Novo. Amigos de Mallorca juntar-se-ão, embora Font espere um tom agridoce: «Vai ser um pouco triste, sem dúvida — o último Natal na Indalo». Ele vai sentir mais a falta da rotina — as conversas diárias, almoços partilhados e o futebol de quarta-feira com amigos. «Após 43 anos a levantar-me à mesma hora e fazer o mesmo todos os dias, não sei como vai ser agora», confessou.
A reforma significa descanso para o casal, especialmente para Noguera, que lidava com o trabalho mais pesado. Os planos incluem tempo tranquilo em Mallorca e talvez caça aos cogumelos. Font tem palavras diretas para os jovens: não aconselharia a entrar na hotelaria. Alguns serviços continuarão sob nova gestão, mas a era pessoal termina, deixando para trás um modo de vida único.
Fontes originais
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