Residente chinesa em Andorra detida por contrabando de bens de luxo não declarados no valor de 150 mil euros
Mulher de 47 anos apanhada na fronteira do rio Runer com artigos de alto valor como um anel de 80 mil euros e malas Louis Vuitton, fugindo ao imposto IGI de 4,5%.
Pontos-chave
- Detida terça-feira no cruzamento do rio Runer ao volante de Porsche Cayenne; declarou inicialmente só 3 mil euros.
- Revista encontrou anel de 80 mil euros, malas Louis Vuitton, roupa e calçado de designer; fugiu a 6750 euros de IGI.
- Reclamou isenção em Espanha mas não declarou em Andorra, violando regras de importação >300 euros.
- Libertada quarta-feira; enfrenta até 3 anos de prisão, multas; importações anteriores sob escrutínio.
Uma residente chinesa de 47 anos em Andorra foi detida na tarde de terça-feira no posto fronteiriço do rio Runer depois de os agentes alfandegários descobrirem que entrara sem declarar bens de luxo avaliados entre 130.000 e 150.000 euros. Foi libertada na manhã seguinte por ordem do Ministério Público e deve comparecer perante um juiz quando convocada.
Ao volante de um Porsche Cayenne, a mulher — que vive em Andorra há três anos — foi intercetada por um agente alfandegário andorrano. Inicialmente negou ter artigos a declarar, apresentando duas faturas no total de 3049 euros. A revista ao veículo revelou muito mais: um anel de 80.000 euros, pelo menos três malas Louis Vuitton (uma avaliada em 3300 euros), roupa e calçado de alta-costura e possivelmente um relógio. Reclamara isenção de impostos na alfândega espanhola para evitar IVA, mas não os declarou em Andorra, fugindo ao imposto geral IGI de 4,5%, equivalente a cerca de 6750 euros.
As regras andorranas exigem a declaração de importações superiores a 300 euros para evitar multas, com valores acima de 75.000 euros e intenção fraudulenta classificados como infração socioeconómica menor. A polícia assumiu a custódia após referência da alfândega, acusando-a de tal infração e possível contrabando por evasão de controlos. As penas incluem até três anos de prisão e multas até quatro vezes o valor defraudado.
As autoridades mantiveram-na durante a noite nas instalações policiais antes da libertação na quarta-feira. Não excluem investigar importações anteriores não declaradas. Os responsáveis destacam que tais práticas, comuns com artigos discretos como joias e relógios de luxo, minam a equidade fiscal, distorcem a concorrência e prejudicam a reputação junto dos organismos fiscais e do público.
Fontes originais
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