Residente de La Seu d'Urgell junta-se à 42.ª caravana de ajuda à Ucrânia
Pere Mentruit participou na 42.ª Caravana de la Bondat, que entregou ambulâncias, medicamentos e geradores perto da fronteira polaca em meio a ataques russos contínuos à infraestrutura elétrica.
Pontos-chave
- Caravana de 21 veículos, incluindo 15 ambulâncias, entregou ajuda como medicamentos, geradores e sacos-cama perto da fronteira polaco-ucraniana.
- Partiu da Sagrada Família após bênção do cardeal Omella; escoltada pela Europa por segurança.
- Mentruit encontrou jovens a caminho das linhas da frente, impressionado com a profunda tristeza dos civis após anos de guerra.
- 42.ª missão de Sor Lucía Caram destaca a urgência de não esquecer o conflito em curso na Europa.
Pere Mentruit, residente em La Seu d'Urgell, regressou da Ucrânia após se juntar à 42.ª caravana da Caravana de la Bondat, uma iniciativa de ajuda liderada pela freira argentina Sor Lucía Caram.
Mentruit descreveu a viagem como fisicamente e emocionalmente exigente, mas uma que repetiria sem hesitação. «Mesmo que fosse apenas um grão de areia, muitos grãos fazem uma praia», disse, enfatizando que, para além da entrega de suministros, a missão visava demonstrar solidariedade a quem implora para não ser esquecido ou abandonado.
A caravana, composta por 21 veículos incluindo 15 ambulâncias, partiu simbolicamente da base da Sagrada Família, em Barcelona, no dia em que a sua torre mais alta, a Torre de Jesús, foi coroada. O cardeal Joan Josep Omella celebrou uma missa e abençoou os veículos antes de seguirem para norte, escoltados pelos Mossos d'Esquadra na Catalunha e pelos gendarmes em França. O grupo passou pela Alemanha e chegou à fronteira polaca com a Ucrânia.
A bordo seguiam medicamentos, óleo de cozinha, geradores — vitais face aos frequentes ataques russos às centrais elétricas — e numerosos sacos-cama. Uma ambulância foi patrocinado pela câmara municipal de La Seu d'Urgell, que cobriu os custos de transporte. As entregas ocorreram num local seguro perto da fronteira para minimizar riscos, embora Mentruit tenha notado uma penetração limitada em território ucraniano por razões de segurança.
O grupo teve pouco contacto direto com civis, mas Mentruit falou brevemente com dois jovens convocados para as linhas da frente. «Parte o coração ver jovens assim a dirigir-se para zonas de guerra», disse. Ficou também impressionado com os rostos dos que encontrou pelo caminho, marcados por uma profunda tristeza em anos de dificuldades: mortes, feridos, casas destruídas, invernos gelados sem eletricidade nem aquecimento.
Mentruit, há muito envolvido em esforços de solidariedade desde câmaras municipais a grupos de adeptos do futebol de Barcelona, conhece bem Caram. Quando a Rússia invadiu há cinco anos, ela comprometeu-se com a ação, organizando 42 corredores humanitários para evacuar refugiados, doentes e feridos. Recentemente em La Seu d'Urgell para apresentar o seu documentário *Ucraïna, resistència i esperança*, convidou-o a juntar-se. Após consultar a família, que o apoiou, ele aceitou.
«Sem medo, de todo», disse sobre os potenciais perigos, embora a própria Caram tenha prosseguido em direção à frente de Odessa. Mentruit sublinhou a urgência de sensibilizar: «Esta guerra está mesmo no meio da Europa, ao lado de nós, mas parece que já ninguém fala dela.»
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao: