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Secção Civil de Andorra Para Devido a Falta de Juízes

A primeira secção civil da Batllia parou por causa da promoção de uma juíza e da licença de maternidade da substituta, deixando ninguém para tratar os processos.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Secção 1 parada: Juíza Nàdia Alís promovida; substituta Cristina Martínez de licença de maternidade até abril.
  • Casos urgentes redirecionados para presidente David Moynat; CSJ pode nomear juiz temporário.
  • Secções civis tratam divórcios, despejos, dívidas; as seis secções sobrecarregadas com atrasos de anos.
  • CSJ alerta para colapso; Ministra da Justiça nega crise apesar de reação dos advogados.

A primeira secção civil da Batllia parou completamente devido à promoção da juíza Nàdia Alís para o Tribunal de Corts e à licença de maternidade da sua substituta, Cristina Martínez, deixando ninguém para tratar os processos pendentes.

Os advogados expressaram forte frustração com a situação, descrevendo-a como «vergonhosa» e «inconcebível». A maioria dos julgamentos e processos na secção parou, com apenas os assuntos mais urgentes redirecionados para o presidente da Batllia, David Moynat, para um progresso lento. Fontes informadas indicaram que a ausência de Martínez durará até abril próximo, período durante o qual o Consell Superior de la Justícia (CSJ) poderá nomear um substituto temporário para manter a secção operacional, ainda que com capacidade reduzida.

As secções civis tratam disputas privadas, incluindo direito de família, reivindicações de heranças, violações de contratos, recuperações de dívidas e casos de responsabilidade civil. Tratam divórcios, despejos, disputas de vizinhança, penhoras e execução de sentenças estrangeiras. O atraso na secção 1 afeta diretamente os residentes que aguardam resoluções nestes assuntos quotidianos.

Os advogados notaram que as outras seis secções civis também estão sobrecarregadas, um problema que se estende aos casos criminais, onde os atrasos nas sentenças são rotina. Alguns casos de há dois anos permanecem indecisos, aproximando-se do limite de caducidade de três anos. Disputas sobre sentenças surgiram até em acórdãos do Tribunal Constitucional, com uma secção dedicada efetivamente a esses conflitos.

O presidente do CSJ, Josep Maria Rossell, alertou anteriormente para um colapso judicial iminente devido a incompatibilidades e má planificação. A ministra da Justiça, Ester Molné, contestou isso numa entrevista à Diari TV, negando uma crise extrema enquanto reconhecia lacunas regulatórias. Os advogados contrapuseram a sua visão, insistindo que todas as salas de audiência estão sobrecarregadas apesar das declarações oficiais.

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Fontes originais

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