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Sindicato Habitacional Critica Desregulamentação de Rendas na Andorra como 'Lei de Expulsão Programada' e Ameaça Protestos em Massa

O Sindicato Habitacional intensificou a sua oposição ao projeto de lei de desregulamentação habitacional do governo, rotulando-o de 'Lei de Expulsão Programada' e alertando para mobilizações em massa

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraAltaveuEl PeriòdicBon Dia

Pontos-chave

  • Sindicato Habitacional opõe-se à desregulamentação de rendas na Andorra em 20.000-25.000 contratos até 2030, chamando-lhe 'Lei de Expulsão'
  • Prevê aumentos de 47% nas rendas para 772 €/mês e 43.800 deslocados, afetando 49% dos residentes
  • Propõe contratos indefinidos com rendas indexadas, proibição de despejos sem alternativas e manifestação a 7 de abril
  • Ameaça protestos em massa se o projeto passar sem alterações antes da votação a 8 de abril

O Sindicato Habitacional intensificou a sua oposição ao projeto de lei de desregulamentação habitacional do governo, rotulando-o de 'Lei de Expulsão Programada' e alertando para mobilizações em massa caso avance sem alterações. Num documento detalhado de contraproposta, o grupo — anteriormente a Coordinadora per l'Habitatge Digne — rejeita o plano de levantar progressivamente os controlos de rendas em cerca de 20.000 a 25.000 contratos existentes entre 2027 e 2030, argumentando que isso provocará aumentos de rendas, despejos e deslocação populacional que afetará até 49% dos residentes, ou cerca de 43.800 pessoas.

v2> O sindicato considera que o calendário apenas adia a liberalização sem resolver problemas centrais como o desequilíbrio de poder entre senhorios e inquilinos. Destaca estimativas governamentais de um aumento de 47% na renda para um apartamento típico de 70 m² até 2032 — de 525 € para 772 € mensais —, superando o crescimento salarial. As isenções para contratos pós-2022 e acima de 2500 € são vistas como lacunas que incentivam a evasão, enquanto a falta de um registo público de propriedades ou um censo habitacional atualizado dificulta a supervisão.

v2> Em resposta, o grupo exige contratos indefinidos como padrão para as rendas que terminem a partir de janeiro de 2027, com ajustes de renda ligados a um Índice de Preço de Referência baseado no valor da propriedade, padrões de habitabilidade e poder de compra local. Os despejos — overt ou 'silenciosos', em que os inquilinos saem sob pressão — devem ser proibidos sem uma alternativa acessível na Andorra. Outras medidas incluem mediação e arbitragem obrigatórias, limites a rendas de quartos e sobrelotação, verificação de custos repassados para melhorias, penas mais duras para fraudes como a 'armadilha da criança' e mobilização de habitação vazia.

v2> O sindicato convocou uma manifestação para terça-feira, 7 de abril, às 19:30, na Plaça del Consell General, para expressar dissenso antes do prazo de 8 de abril para emendas e aprovação. 'Não queremos prorrogações indefinidas, mas condições protetoras que salvaguardem todos os inquilinos', declarou online, instando à participação para destacar estas alternativas.

v2> As negociações com o governo estão esgotadas, com o grupo a prometer ação de rua 'ampla, sustentada e massiva', incluindo redes de solidariedade, caso as exigências não sejam atendidas. Acusa o projeto de lei de favorecer interesses imobiliários em detrimento de direitos civis como a boa-fé contratual e a coesão social.

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