Suspeito francês extraditado da França para o Chile em caso de duplo homicídio
Um cidadão francês com ligações a Andorra foi extraditado para o Chile por um duplo homicídio ligado a drogas em Antofagasta, no âmbito de uma operação que levou à detenção.
Pontos-chave
- Um cidadão francês com ligações a Andorra foi extraditado para o Chile por um duplo homicídio ligado a drogas em Antofagasta, no âmbito de uma operação que levou à detenção de cinco suspeitos ligados a uma organização criminal.
Um cidadão francês que residiu temporariamente em Andorra foi extraditado para o Chile pelo alegado papel num duplo homicídio em Antofagasta, no âmbito de uma operação policial mais ampla que resultou em cinco detenções.
Georges M. foi detido em França e entregue às autoridades chilenas em setembro, após uma caça ao homem internacional. Apresentou-se ao tribunal de garantia de Antofagasta e foi colocado em prisão preventiva. Os homicídios ocorreram em março de 2024 na casa 22 da Rua 20 de Julio, no acampamento Villa Constancia, onde dois homens foram encontrados mortos e uma mulher gravemente ferida após um tiroteio dentro e fora da propriedade. Foram recuperadas drogas e uma arma modificada no local.
Os procuradores chilenos, liderados pelo fiscal regional Juan Castro Bekios, ligam o caso ao tráfico de drogas e a vinganças entre grupos rivais, incluindo um clã familiar na zona. A unidade OS9 dos Carabineros e o Ministério Público de Antofagasta descreveram os suspeitos como parte de uma organização criminal estruturada com papéis definidos. As armas usadas no crime foram recuperadas.
Georges M., cujo tempo em Andorra permanece pouco documentado, viveu no Principado por um período não especificado antes de se mudar para o Chile. As autoridades andorranas não comentaram qualquer atividade criminosa local ligada a ele. Uma detenção separada em abril de 2024 mostrou-se decisiva: um colombiano de 31 anos, residente temporário em Pas de la Casa — a trabalhar num restaurante de fast-food e a candidatar-se a uma quota de trabalho geral —, foi detido ali a caminho do turno. Tinha passado pela Espanha pouco antes e trabalhava como taxista, transportando ocasionalmente pessoas perto do local do crime fora do horário oficial.
O colombiano, extraditado via Espanha em setembro, não é acusado de envolvimento direto nos homicídios, mas terá ligado os outros suspeitos, incluindo dois chilenos e dois compatriotas colombianos agora presos. Negou todas as acusações na audiência de extradição em Andorra perante as Corts, alegando desconhecimento dos homicídios ou das drogas.
Os cinco detidos estão agora sob custódia chilena, resolvendo o caso que envolveu a Interpol após a fuga do principal suspeito. O episódio destaca os desafios na cooperação policial transfronteiriça face à alta mobilidade e à violência ligada a drogas na região de Antofagasta. As autoridades andorranas não indicaram qualquer investigação local em curso.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao: