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Trabalhadores essenciais de Andorra preparam-se para uma agitada Véspera de Ano Novo

Policias, bombeiros, médicos, funcionários de hotelaria e agentes de trânsito equilibram multidões intensas, incidentes com álcool e exigências festivas com breves brindes em equipa e sacrifícios familiares.

Sintetizado a partir de:
Altaveu

Pontos-chave

  • 30 polícias de serviço a monitorizar ruas, chamadas e trânsito em meio a foliões animados.
  • Funcionários de urgências SAAS perdem jantares familiares mas partilham brindes; pacientes chegam com itens de festa.
  • Trabalhadores de hotelaria lidam com pico de afluência, demasiado ocupados para badaladas da meia-noite apesar de longas horas.
  • Bombeiros e agentes de trânsito priorizam segurança, esperando chamadas relacionadas com álcool e perigos de gelo.

Os trabalhadores essenciais em Andorra estão a preparar-se para um turno movimentado na Véspera de Ano Novo, equilibrando as maiores exigências com breves momentos de camaradagem em meio à nostalgia familiar.

A polícia, bombeiros, funcionários de saúde, agentes de trânsito e trabalhadores de hotelaria descrevem a noite de 31 de dezembro como um período de atividade acrescida, impulsionado por multidões, álcool, veículos e caos festivo. Bruno Lasne, diretor da Polícia Andorrana, estará de sobreaviso esta noite, apesar de não patrulhar. Ele recorda turnos passados como períodos animados em que as pessoas saem para desfrutar do tempo com amigos e família. "Sabíamos, ao entrar na profissão, que íamos perder feriados como o Natal, o Ano Novo e os Reis em casa", disse, notando que os agentes abordam sempre estas noites com empatia pelos foliões. Esta noite, cerca de 30 polícias estarão em atividade, com alguns nas ruas enquanto outros monitorizam chamadas, rádios e câmaras de trânsito na sede. Realiza-se uma pequena celebração no escritório, dependendo dos alertas públicos.

No serviço de urgências SAAS, Ivet Ruiz, chefe de urgências, reconhece o sacrifício pessoal de perder os jantares de família e as badaladas da meia-noite. "Não é fácil estar longe de casa numa noite tão especial", disse. Os funcionários partilham brindes simples se o trabalho permitir, fomentando o espírito de equipa. Os pacientes chegam por vezes com uvas ou acessórios de festa, com as emoções intensificadas pelo tratamento no feriado.

A hotelaria enfrenta pressão máxima durante a alta temporada de Andorra. Robert, barman num hotel da capital, espera mais trabalho e apela à paciência dos clientes em meio ao ajuntamento. Planeia um brinde rápido de 15 minutos com uvas com os colegas. Antonio de Barros, chefe de sala no Hotel Guillem em Encamp, trabalha todas as Vésperas de Ano Novo desde 1990. O mais difícil é faltar à família, embora os hóspedes apreciem o serviço. "Estamos sempre demasiado ocupados para as badaladas da meia-noite", disse, recordando um ano caótico em que o restaurante ficou sem vinho.

Os serviços de trânsito e reboque veem a atividade aumentar após a 1h, com condução sob efeito do álcool, mau tempo e gelo a complicar a situação. Carles Bozzo, atual chefe de Circulação e Atendimento ao Cidadão, cobriu 12 noites dessas. As famílias adaptam-se celebrando em dias livres, disse ele.

Os bombeiros, liderados pelo chefe de turno Marc Rogé na estação de Santa Coloma, terão 19 efetivos em todo o país, a partir das 20h. Preparam refeições partilhadas, mas esperam interrupções por chamadas relacionadas com álcool e multidões. "O trabalho em primeiro lugar", disse Rogé; nos anos passados, os jantares foram adiados até às 5h.

Agentes de trânsito como Bagdad Euali em Ordino e Pere Almeida em Canillo enfatizam a segurança e a vigilância das 22h às 6h. Trabalham aos pares, monitorizam a tolerância no estacionamento onde for seguro e colaboram com a polícia em casos de vandalismo. "É vocacional servir nos feriados", disse Euali, orgulhoso de garantir celebrações seguras apesar de faltar à família.

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Fontes originais

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