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Tribunal de Andorra condena a pagamento de 4000 euros por atrasos judiciais em caso de despejo ligado a TheGrefg

A madrinha suportou condições inhabitáveis após empresa ligada ao youtuber espanhol comprar o seu prédio, com o Tribunal Superior a julgar que os atrasos do Estado violaram os seus direitos apesar de rejeitar custos legais adicionais.

Sintetizado a partir de:
AltaveuARA

Pontos-chave

  • Tribunal Superior ordena pagamento de 4000 euros a madrinha por atrasos judiciais em disputa de despejo de 2020.
  • Inquilina resistiu a despejo de apartamentos detidos por empresa ligada a TheGrefg após acordo verbal com anterior proprietário.
  • Tribunal suspendeu despejo e ordenou proteção do imóvel, mas Batllia falhou na execução atempada.
  • Proteções concluídas em 2025; advogado planeia processar empresa por condições de inabitabilidade.

O Tribunal Superior de Andorra confirmou parcialmente uma reclamação por atrasos judiciais, ordenando ao Governo o pagamento de 4000 euros a uma madrinha de Escaldes-Engordany que lutou contra o despejo de um apartamento detido por uma empresa ligada ao 'youtuber' espanhol TheGrefg.

A disputa teve origem em agosto de 2020, quando a empresa comprou o edifício no número 1 da Carrer de l'Obac, em Escaldes-Engordany, e tentou despejar todos os inquilinos. A mulher, única ocupante remanescente de dois apartamentos unidos num só no segundo andar, resistiu, invocando um acordo verbal de arrendamento com o anterior proprietário. Enquanto decorriam os trabalhos de renovação, as proteções do edifício permaneceram abertas, expondo a sua casa aos elementos — tubos congelados no inverno, entre outros problemas — e tornando-a inabitável durante um longo período.

Ela contestou com sucesso tanto o despejo como a falha na reposição das proteções enquanto aguardava decisão. O Tribunal Superior suspendeu o despejo e ordenou mais tarde ao proprietário que protegesse o imóvel. No entanto, a Batllia atrasou repetidamente a execução dessa ordem, levando-a a apresentar múltiplas reclamações por mau funcionamento da administração da justiça.

Numa recente sessão plenária, o tribunal decidiu que esses atrasos violaram os seus direitos, atribuindo 4000 euros de indemnização pelo Estado. Rejeitou o pedido adicional de custos legais incorridos na exigência de cumprimento. As proteções foram agora concluídas em 2025.

O advogado dela planeia avançar com uma ação por incumprimento contratual contra a empresa proprietária devido às prolongadas condições de inabitabilidade e responsabilizar o juiz da Batllia, cuja gestão do caso o tribunal descreveu como «desconcertante». A acusação e o Governo argumentaram que a reclamação estava prescrita, mas o tribunal discordou.

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