Tribunal de Andorra Liberta Turista Francês à Espera de Veredicto por Violação Após 15 Meses na Prisão
Homem de 34 anos acusado de violar uma mulher na casa de banho de uma discoteca em Andorra foi libertado apesar da oposição dos procuradores, pelos juízes.
Pontos-chave
- Turista francês libertado após 15 meses de detenção pré-julgamento no julgamento por agressão na casa de banho de discoteca.
- Mulher alegou penetração não consensual, dor, pedidos ignorados; forenses mostraram lesões vaginais e sangue.
- Procuradores pedem mais de 8 anos por violação; defesa alega consentimento total, intoxicação e inconsistências.
- Veredicto a 11 de março; homem regressou a França após greves da fome anteriores.
O Tribunal Penal de Andorra libertou um turista francês de 34 anos da prisão provisória na segunda-feira, após cerca de 15 meses na prisão de La Comella, na sequência de um julgamento na semana passada sobre alegações de que violou uma mulher na casa dos seus 20 anos dentro da casa de banho de uma discoteca em Andorra la Vella a 27 de outubro de 2024. Os juízes acederam ao pedido da defesa para liberdade à espera de um veredicto marcado para 11 de março, apesar da oposição dos procuradores, sem fornecerem razões para a decisão. O homem regressou a França.
O incidente começou com o que ambas as partes descreveram como contacto inicial consensual, incluindo beijos e toques, mas divergiram bruscamente depois. A mulher testemunhou que sentiu dor durante uma tentativa de penetração vaginal, pediu ao homem para parar várias vezes — até quatro vezes, disse ela — e que ele ignorou os seus pedidos, cobrindo-lhe até a boca quando amigos chamaram do exterior. Ela saiu perturbada, confidenciou-se aos amigos, que o confrontaram e agrediram; a segurança da discoteca deteve-o até chegar a polícia. Ela recebeu tratamento hospitalar nesse dia e apresentou queixa, com os agentes a notarem o seu estado emocional como chocado e choroso, mas coerente. Provas forenses revelaram lesões vaginais com ruturas de pele e sangue na roupa dela, juntamente com manchas de sangue na roupa dele, que um perito médico considerou compatíveis com penetração não consensual.
Os procuradores e acusadores privados perseguiram a acusação de agressão sexual agravada constituindo violação, pedindo oito anos e dois meses de prisão, uma ordem de afastamento de 10 anos, proibição de entrada em Andorra por 20 anos e 22 mil euros em indemnizações por danos físicos, psicológicos e responsabilidade civil.
A advogada de defesa Ana Bara pediu absolvição, mantendo que o encontro foi totalmente consensual, breve e marcado pela intoxicação dele que impediu ereção sustentada ou penetração eficaz — embora ele admitisse alguma penetração após negar inicialmente qualquer contacto sexual. A defesa apontou inconsistências no relato da mulher, incluindo relatórios psiquiátricos que alegavam que ela estava demasiado traumatizada para regressar a Andorra, contrariados por provas de duas visitas posteriores dela à mesma discoteca, incluindo uma durante o testemunho investigativo. Sugeriram que ela minimizou a penetração para ocultar um caso do marido em Paris. Não havia sangue nos genitais ou roupa interior dele.
O arguido, que fez greves da fome a protestar contra a detenção, aguarda agora o acórdão final a meio de março.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
- Diari d'Andorra•
En llibertat l’acusat de violar una noia en una discoteca d’Andorra la Vella
- ARA•
Llibertat per al turista francès acusat de violació després de 15 mesos en presó provisional
- El Periòdic•
En llibertat l’acusat per una presumpta agressió sexual a una jove en un local d’oci nocturn d’Andorra la Vella
- Diari d'Andorra•
Corts deixa en llibertat l'acusat de violar una noia en una discoteca d'Andorra la Vella
- Altaveu•
Llibertat per a l'home acusat de violar una turista en els lavabos d'una discoteca