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Politica·

Andorra regista 100 queixas sobre a lei da língua catalã em 2025

Mais de metade visam sinalética comercial; maioria dos casos em aberto, com aumento das inscrições em cursos de língua a sinalizar cumprimento.

Sintetizado a partir de:
Bon DiaEl PeriòdicAltaveuDiari d'AndorraARA

Pontos-chave

  • 100 queixas: 54 sobre nomes/sinalética/publicidade comercial, 17 locais turísticos, 14 funcionários.
  • 11 resolvidas por correções, 9 arquivadas, 2 multas (1.201€ cada para hotel/restaurante), 68 em aberto.
  • Sem recusas de residência por falta de A1 em catalão; 700 cursos presenciais/300 online inscritos para 2026.
  • Ministra da Cultura prioriza cumprimento voluntário face a problemas de sinalética.

O Departamento de Política Linguística de Andorra la Vella registou exatamente 100 queixas em 2025 por violações da lei da língua catalã, das quais 54 — mais de metade — relacionadas com nomes comerciais, sinalética e publicidade.

Estabelecimentos turísticos e restaurantes geraram 17 queixas, funcionários em contacto com o público 14, instituições públicas 6, contratos e documentos 5, transportes públicos 2, atividades públicas 1 e indústrias de media ou culturais 1. Destas, 11 foram resolvidas positivamente após as empresas corrigirem as situações, 9 foram arquivadas por falta de pormenores, formulários em falta ou inexistência de violação, e 2 resultaram em multas de 1.201 euros cada: uma contra um hotel em Pas de la Casa por falta de formulários em catalão, e outra contra um restaurante por não prestar serviço em catalão. Os restantes 68 casos continuam em aberto, com o diretor do departamento, Joan Sans, a afirmar que muitos foram encaminhados para as autoridades de comércio e turismo, o que abre perspetiva a mais sanções.

Sans destacou problemas persistentes em áreas de alta visibilidade como sinalética e mensagens comerciais, onde algumas empresas ainda não se ajustaram. Descreveu o processo de sanção como rigoroso e demorado, exigindo oportunidades de correção e recursos antes da aplicação de multas. A Ministra da Cultura, Mònica Bonell, sublinhou que a aplicação da lei prioriza o cumprimento voluntário em detrimento da punição.

Nenhum pedido de residência foi recusado por falta de proficiência em catalão de nível A1, exigida desde o decreto de outono de 2024 que implementou a lei. Bonell apontou o aumento das inscrições em cursos, certificados de progresso e isenções como sinais de uma implementação eficaz. Dados recentes mostram 700 inscrições em cursos presenciais e 300 online para a primeira metade de 2026, além de 925 inscrições em exames para o início de 2026 — o dobro dos totais de A1 e A2 do ano passado.

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