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Política·

Câmara de Ordino aprova revisão do POUP apesar de recursos judiciais de proprietários

A câmara defendeu a legalidade e aplicação igualitária do plano, com confiança nos tribunais, enquanto resta uma semana para mais recursos. Oposição aprovou para evitar sobredensificação mas pediu revisões justas.

Pontos-chave

  • Câmara de Ordino aprovou revisão do POUP apesar de ~10 recursos no tribunal da Batllia.
  • Cònsol Major Maria del Mar Coma: 80% das 40 reclamações iniciais de 30 proprietários incorporadas.
  • Oposição de Jordina Bringué apoia plano para limitar construções e defende direitos de recurso.
  • Plano prioriza interesse geral e proteção ambiental sobre reivindicações económicas individuais.

A Câmara de Ordino aprovou a mais recente revisão do seu Plano Urbanístico Paroquial (POUP) durante a sessão pública de quinta-feira, em meio a contestações judiciais em curso por parte de proprietários afetados.

A Cònsol Major Maria del Mar Coma descreveu o processo como entrado na sua fase final, com cerca de dez recursos agora em análise no tribunal da Batllia. Indicou que o caminho administrativo já havia abrangido objeções iniciais e recursos à Comissão Técnica de Urbanismo (CTU), onde foram apresentadas cerca de 40 reclamações de aproximadamente 30 proprietários. Algumas delas progrediram para revisão judicial, incluindo um caso em que um único proprietário apresentou dois recursos separados — um como indivíduo e outro através de uma empresa. Coma assinalou que o prazo para mais recursos permanece aberto por cerca de uma semana em certos casos, podendo aumentar o número atual.

Apesar de reconhecer a frustração dos proprietários, Coma defendeu a conformidade da revisão com todos os requisitos legais. Expressou otimismo quanto aos resultados, afirmando que a câmara priorizou o interesse geral sobre as exigências individuais. «Não podemos adaptar os planos a casos específicos; o esquema urbanístico deve aplicar-se igualmente a todos os proprietários», disse, sublinhando o seu papel na organização do desenvolvimento da paróquia ao mesmo tempo que protege certos ambientes. A cònsol destacou que quase 80% das alegações iniciais foram incorporadas, atribuindo o descontentamento remanescente às expectativas de aceitação total de todos os pedidos. Enfatizou a distinção entre as aspirações económicas para os terrenos e o que os regulamentos realisticamente permitem, visando salvaguardar o bem-estar dos residentes, inquilinos e visitantes.

A vereadora da oposição Jordina Bringué apoiou a aprovação para ajudar a conter a construção excessiva, validando ao mesmo tempo os direitos dos proprietários a recorrer. «Têm razão em contestar o que discordam; a justiça decidirá em última instância», disse. Bringué reconheceu o impacto do plano nos valores dos terrenos, notando que algumas parcelas já não podem ser construídas, o que alimenta a ansiedade entre proprietários que procuram casas unifamiliares em vez de especulação. Apelou a avaliações caso a caso, citando projetos suspensos que poderiam ter diversificado o turismo, mas admitiu que a posição da câmara contra aprovações seletivas não deixa ninguém totalmente satisfeito.

O vereador Enric Dolsa participou na sessão remotamente do estrangeiro. Coma mantém-se confiante, embora os resultados dependam das decisões da Batllia.

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