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Política·

Ministro da Educação de Andorra defende taxa de 90% na cobertura de faltas de professores

Ladislau Baró disse ao parlamento que Andorra cobre 90% das faltas com interinos ou pessoal escolar, considerando-a razoável apesar dos desafios. Oposição alerta para impactos na qualidade do ensino.

Pontos-chave

  • 90% das faltas por doença cobertas no ano letivo 2024-25 (18.000 de quase 20.000 dias) com interinos e pessoal interno.
  • Ano anterior: 91% de cobertura (22.000 de 24.000 dias).
  • Dias não cobertos: metade de licenças curtas <15 dias; riscos incluem reorganização de horários e problemas de qualidade.
  • Conselheira Noemí Amador exige substitutos especializados para proteger currículo e reduzir carga de trabalho.

O ministro da Educação de Andorra, Ladislau Baró, defendeu a gestão governamental das faltas de professores durante uma sessão de controlo parlamentar na quinta-feira, afirmando que a cobertura atinge 90% dos casos.

Em resposta a uma pergunta oral urgente da conselheira Noemí Amador, do Andorra Endavant, Baró indicou que tanto o atual ano letivo 2024-25 como o anterior registaram cerca de 90% das faltas por doença de professores cobertas com recursos existentes, como o banco de interinos ou pessoal da mesma escola. No ano em curso, foram registados até agora perto de 20.000 dias de ausência, dos quais 18.000 foram cobertos — uma taxa de 90%. No ano passado, dos 24.000 dias totais, mais de 22.000 tiveram substitutos, o que equivale a 91%.

Baró reconheceu que idealmente nenhum dia deveria ficar descoberto, mas descreveu os números atuais como estando numa "margem de razoabilidade". Sublihou o compromisso do executivo com a qualidade do sistema, admitindo que as faltas geram preocupação e que a cobertura de postos apresenta desafios não exclusivos de Andorra. Entre os dias não cobertos, metade provém de licenças de curta duração inferior a 15 dias, sendo o resto devido a faltas prolongadas ou prorrogações médicas. Nessas situações, as escolas recorrem primeiro ao banco de interinos e depois a recursos internos, garantindo sempre cobertura adequada.

Amador, vice-presidente do grupo parlamentar do Andorra Endavant, destacou as preocupações das famílias sobre o tema. Alertou que, sem substitutos especializados por disciplina, as escolas reorganizaram horários, obrigando professores de outras especialidades a assumir aulas. Esta prática, embora mantenha a continuidade, arrisca comprometer a qualidade do ensino, o equilíbrio curricular e o progresso dos alunos, e em alguns casos deixa disciplinas por lecionar durante meses. Aumenta também a pressão de trabalho sobre o pessoal.

Amador instou o governo a delinear medidas para substituições eficazes e especializadas, de modo a salvaguardar os padrões educativos e a correta execução do currículo.

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