Rosa Gili defende relatórios tardios de capacidade em confronto com Governo
A cònsol major de Escaldes-Engordany culpa falha oficial pelo atraso na entrega de relatórios técnicos sobre infraestruturas, critica ataques públicos do Governo e apela ao foco em mobilidade e saúde nacionais.
Pontos-chave
- Relatórios de redes de saneamento concluídos a tempo mas enviados segunda-feira por lapso, após prazo de sexta.
- Gili acusa Governo de má comunicação e questiona utilidade de estudos de capacidade de 4 anos.
- Vice-cònsol Dolsa diz que Governo atrasa estudos para evitar resultados negativos pré-eleitorais.
- Governo afirma que Escaldes-Engordany foi última paróquia a entregar, conforme lei de sustentabilidade de 2022.
Rosa Gili, cònsol major de Escaldes-Engordany, defendeu a gestão do conselho paroquial dos relatórios técnicos ligados aos estudos de capacidade máxima de carga durante uma sessão do conselho na quarta-feira, ao mesmo tempo que acusou o Governo de fraca comunicação e desviou a atenção de questões nacionais mais amplas.
Gili explicou que os relatórios, relacionados com as redes de saneamento, foram concluídos dentro do prazo, mas não enviados na passada sexta-feira devido a uma falha de outro responsável. Esclareceu que foram encaminhados na segunda-feira ao diretor do ministério do Território e Ordenamento Urbano, apesar de o ministro Raül Ferré ter afirmado mais tarde que não tinham chegado. «Da próxima vez enviamo-los a toda a gente», disse, acrescentando que tinha enviado uma mensagem a Ferré com uma captura de ecrã da transmissão.
A cònsol criticou o executivo por críticas públicas através de comunicados de imprensa em vez de contacto direto. «Se algo emperra, custa pouco pegar no telefone», observou, chamando ao episódio um «círculo lamentável» que envergonha os políticos e retrata uma divisão desnecessária. Gili negou ter enganado alguém, insistindo: «Posso ter muitos defeitos, mas não sou mentirosa.»
Questionou o propósito dos estudos de capacidade de carga, iniciados há quatro anos, apesar de repetidos pedidos de esclarecimento. «O Governo não disse qual é o objetivo», afirmou Gili, sublinhando a necessidade de primeiro abordar se Andorra quer crescer. Notou que muitas áreas analisadas — energia via FEDA, tratamento de águas residuais, aterros, educação, saúde e mobilidade — competem ao Governo, não às paróquias. Gili destacou problemas estruturais como a mobilidade saturada e as tensões emergentes na saúde, instando o executivo a priorizar estes em vez de assuntos paroquiais.
O vice-cònsol Quim Dolsa ecoou as preocupações, sugerindo que o Governo atrasa a conclusão para evitar resultados negativos antes das eleições e que novas habitações não resolverão a crise.
O porta-voz do Governo, Guillem Casal, contrapôs que os objetivos estão delineados na Lei de 2022 para a Promoção do Desenvolvimento Urbano e Turístico Sustentável. Negou qualquer ligação a recentes sondagens e confirmou repetidos pedidos dos relatórios de Escaldes-Engordany, incluindo numa reunião de abril em Encamp, enquanto outras paróquias entregaram cedo.
Os vereadores da oposição Gabriel Guerrero e Anna Garcia rejeitaram a resposta de Gili como um comício eleitoral, insistindo que os relatórios deviam ter respeitado os prazos. «Uma chamada de telefone não é desculpa», disse Guerrero.
Os relatórios, agora recebidos, permitirão a avaliação vinculativa do Governo da capacidade de infraestrutura paroquial para o crescimento demográfico projetado a 10 anos, como exigido pela lei de sustentabilidade de 2022. Escaldes-Engordany continua a ser a última paróquia a submeter.
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