Renzi evita questões sobre integração de Andorra na UE em reunião nos Pirenéus
Na 37.ª Reunião de Negócios dos Pirenéus, em La Seu d'Urgell, o ex-primeiro-ministro italiano Matteo Renzi recusou pormenores sobre os laços de Andorra com a UE, delegando nas autoridades locais, mas defendeu o diálogo e uma Europa menos burocrática.
Pontos-chave
- Matteo Renzi esquivou-se a perguntas sobre o acordo de associação de Andorra com a UE e benefícios de integração mais profunda.
- Descritou o tema como questão histórica complexa para instituições andorranas.
- Elogiou a abertura da UE ao diálogo, mas recusou aconselhar líderes locais.
- Apelou a menos burocracia na UE, mais coordenação e influência global, com eleições no sul da Europa como cruciais.
O antigo primeiro-ministro italiano Matteo Renzi esquivou-se a perguntas na sexta-feira sobre o acordo de associação de Andorra com a União Europeia ou se uma integração mais profunda no bloco beneficiaria o Principado.
A falar na 37.ª Reunião de Negócios dos Pirenéus, em La Seu d'Urgell, Renzi, agora senador, descreveu a questão como um assunto complexo e histórico melhor tratado pelas instituições andorranas. "Estou fora da política hoje, por isso não falo de um único dossier", disse quando questionado sobre as negociações entre Andorra e Bruxelas. Confrontado sobre se laços europeus mais próximos seriam positivos para Andorra, respondeu: "Não dou sugestões aos líderes deste país."
Renzi elogiou, no entanto, a abertura da UE ao diálogo. "Acho absolutamente importante que a União Europeia esteja aberta a discutir", afirmou, sublinhando o valor do diálogo à medida que Andorra se aproxima das instituições da UE.
Nos seus comentários mais amplos, Renzi apelou a que a Europa recuperasse influência global em meio a tensões geopolíticas, concorrência económica e alterações nos equilíbrios de poder. Defendeu menos burocracia e mais ação política. "A Europa tem de voltar a desempenhar um papel relevante no mundo", disse aos participantes.
O antigo líder enfatizou uma maior coordenação entre os países da UE para enfrentar desafios futuros e remodelar o bloco. "Temos de trabalhar juntos para criar uma Europa diferente da de hoje", afirmou. Destacou o papel crítico das eleições no sul da Europa, notando que os desenvolvimentos políticos em Espanha, Itália, Grécia e França se revelariam "muito cruciais" para a direção futura da Europa.
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