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Política·

Presidente dos Argentinos en Andorra defende orientação prévia para proteger famílias migrantes

Marcelo Ponce pede melhor informação para argentinos antes de chegarem a Andorra, para evitar dificuldades familiares e expulsões de crianças. Favorece prevenção e equilíbrio nas políticas de residência no Dia da Independência.

Pontos-chave

  • Marcelo Ponce defende info prévia mais forte para prevenir vulnerabilidades na reunificação familiar, sobretudo de menores.
  • Responde a relatório do Provedor de Justiça que pede revisão de regras de residência face a expulsões de crianças.
  • Prevé menos problemas com regras mais duras em Andorra e economia argentina em melhoria.
  • Comunidade argentina em Andorra aproxima-se dos 4500 residentes, com evento a homenagear contributos locais.

Marcelo Ponce, presidente dos Argentinos en Andorra, defendeu uma orientação prévia mais forte para ajudar as famílias migrantes a evitar vulnerabilidades, especialmente nos casos de reunificação familiar que envolvem menores. Fez estes comentários na quarta-feira, durante as celebrações do Dia da Independência da Argentina na Plaça del Poble, em Andorra la Vella, em resposta a um recente relatório do Provedor de Justiça dos Cidadãos que pede a revisão das regras de residência que afetam as crianças.

Ponce reconheceu o sofrimento causado pelas expulsões, particularmente de menores, mas enfatizou a prevenção em vez de apenas alterações nas políticas. «Eu procuraria prevenir que as pessoas chegassem sem opções ou pelo menos sem informação», disse ele. Argumentou que as famílias merecem informações claras sobre os requisitos administrativos antes de migrar, deixando a decisão final como uma escolha pessoal. Embora uma rigidez excessiva crie dificuldades, alertou que demasiada flexibilidade arrisca abusos, defendendo uma abordagem equilibrada que proteja as crianças ao mesmo tempo que mantém as regulamentações.

A associação está a recolher contributos de entidades como as Nações Unidas e especialistas jurídicos para propor soluções. Ponce elogiou iniciativas da comunidade, como a plataforma «Argentineando en Andorra» de Paula, que oferece conselhos acessíveis aos recém-chegados perante procedimentos complexos. A informação oficial parece muitas vezes demasiado técnica para quem está em sofrimento, notou ele.

Olhando para o futuro, Ponce previu menos problemas graças às regras mais rigorosas de residência e reunificação em Andorra, combinadas com as condições em melhoria na Argentina. Isto deve atrair migrantes melhor preparados e reduzir situações familiares irregulares. «Não gosto de ver um argentino ou uma criança expulsos, para ser honesto, mas não pode ser permitido se as condições forem precárias», observou. Persiste alguma incerteza sobre certas medidas governamentais, como a extensão dos vistos de trabalho temporário para nove meses, mas as tendências gerais apontam para o progresso.

A comunidade argentina conta com 3833 residentes registados, segundo dados de há dois meses, podendo aproximar-se dos 4500 com os trabalhadores sazonais. Muitos conseguiram recentemente um estatuto estável, contribuindo para a economia e a sociedade, de acordo com um representante do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Mais de 100 pessoas assistiram, incluindo locais, argentinos e figuras oficiais como o ministro do Interior e representantes diplomáticos. Foram atribuídos prémios a Paula, da «Argentineando en Andorra»; Isaac Benchluch, diretor da Escola Andorrana em Canillo e presidente da Associação Cultural Israelita; ao ultratrail runner Valentín Nicolás Romero; e à equipa vencedora argentina do Torneio de Futebol das Casas Regionais de 2026. O evento assinalou o crescimento da comunidade desde a sua primeira reunião com apenas 20 pessoas.

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