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Política·

Líderes andorranos revelam regras para referendo vinculativo sobre associação à UE

Partidos andorranos elaboraram regulamento para referendo politicamente vinculativo sobre o acordo de associação à UE, com voto separado das eleições e procedimentos idênticos aos escrutínios nacionais.

Pontos-chave

  • Primeiro-ministro Xavier Espot, Jordi Jordana e Jaume Bartumeu apresentaram regulamento para referendo cidadão sobre acordo com a UE.
  • Voto politicamente vinculativo: maioria 'Não' trava o acordo; segue procedimentos eleitorais para maiores de 18 anos no recenseamento.
  • Referendo antes ou depois das próximas eleições, sem coincidência; sem data fixa.
  • Partidos como Concòrdia apoiam voto autónomo; grupos de eleitores podem campanha com 0,5% de assinaturas.

Líderes andorranos do Pacto de Estado sobre o acordo de associação à UE e da Concòrdia apresentaram um projeto de regulamento para um referendo cidadão sobre o acordo, comprometendo-se a realizá-lo antes ou depois das próximas eleições gerais, sem coincidir com os escrutínios.

O primeiro-ministro Xavier Espot, ao lado do líder dos Democratas Jordi Jordana e de Jaume Bartumeu dos Progressistes-SDP, apresentou as regras na quarta-feira à tarde. O voto, descrito como politicamente vinculativo, seguirá os procedimentos das eleições gerais. Os eleitores elegíveis — maiores de 18 anos e inscritos no recenseamento eleitoral — escolherão entre boletins "Sim", "Não" ou brancos numa única pergunta sobre o acordo. Grupos de eleitores podem fazer campanha se recolherem assinaturas de mais de 0,5% do censo.

Espot esclareceu que uma maioria de "Não" travaria o acordo. Vinculou o momento ao calendário europeu, após o voto da câmara de Bruxelas, mas deixou a data exata em aberto. "Tudo é possível e legítimo", disse, instando os partidos a detalharem as suas posições nos programas de campanha para transparência. Excluiu a fusão do referendo com as eleições e confirmou que não moldará plataformas eleitorais futuras.

Jordana, Bartumeu e o líder parlamentar da Concòrdia, Cerni Escalé, apoiaram uma consulta autónoma, honrando compromissos prévios de auscultação pública antes da ratificação. Escalé acrescentou que, caso a Concòrdia vença as eleições, convocará o voto em seis meses se não tiver sido realizado antes.

As regras não têm força legal, mas têm peso político significativo, permitindo uma participação ampla semelhante aos escrutínios nacionais. Não há data fixada e a dinâmica pode evoluir.

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