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Política·

Conselho da UE aprova texto do acordo de associação Andorra-San Marino

A aprovação impulsiona o pacto há muito parado rumo à assinatura por Andorra, San Marino e Comissão Europeia este outono. Ratificação pelo Parlamento Europeu e parlamentos nacionais precederá o referendo vinculativo de Andorra, com oposição a pedir voto mais rápido.

Pontos-chave

  • Conselho da UE endossa texto final após Coreper, abrindo caminho para assinatura em Bruxelas no outono.
  • PM Xavier Espot espera assinaturas em setembro após aprovações dos Estados-membros, seguidas de ratificação do PE.
  • Data do referendo incerta, após PE; oposição quer voto antes da assinatura.
  • Negociações desde 2015 superaram obstáculos como tradução catalã e questões búlgaras.

O Conselho da UE aprovou o texto final do acordo de associação com Andorra e San Marino, bem como a decisão de o assinar, abrindo caminho para os próximos passos processuais.

Esta aprovação segue a confirmação do texto pelo comité Coreper e do seu caráter misto na quarta-feira. O chefe do Governo, Xavier Espot, descreveu o aval do Conselho como «mais um passo importante e significativo», notando que o processo está a decorrer conforme planeado. Anunciou que o Governo publicou agora a versão definitiva do acordo, que Andorra, San Marino e a Comissão Europeia deverão assinar em Bruxelas este outono.

Espot manteve a expectativa de assinaturas em setembro, após os 27 Estados-membros completarem as suas aprovações formais — um passo que qualificou de relativamente automático e suscetível de avançar rapidamente após o sinal político do Conselho. Seguir-se-iam as assinaturas de Andorra, San Marino e da Comissão. O acordo precisaria então de ratificação pelo Parlamento Europeu e pelos parlamentos dos 27 Estados, que só o podem aprovar ou rejeitar na totalidade.

Mantém-se a incerteza sobre o calendário do Parlamento Europeu, com Espot a admitir: «Não sabemos quanto tempo vai demorar», embora expresse confiança com base em análises prévias. Antecipa que o processo possa demorar dois a três meses. O Governo está a atualizar a sua campanha de comunicação pré-referendo para ter em conta eventuais atrasos, com a Secretaria de Estado liderada por Landry Riba a apresentar o calendário e o conteúdo em setembro. Espot sublinhou a necessidade de informação prévia, pedagogia e explicações para que os cidadãos possam votar plenamente informados.

O referendo consultivo de Andorra — vinculativo na prática — decorrerá após a aprovação do Parlamento Europeu. Espot reiterou uma abordagem passo a passo, evitando uma data fixa até conclusão da ratificação. Notou que ainda não está claro se a votação poderá coincidir com as próximas eleições gerais, consoante o momento em dezembro, janeiro, fevereiro ou março.

As negociações, iniciadas em 2015 após anos de preparação, tinham estado paradas devido a questões como a tradução para catalão, o estatuto jurídico e preocupações búlgaras relativamente a um banco de San Marino. O recente aval do Coreper eliminou os obstáculos remanescentes.

Vozes da oposição continuam a apelar a um referendo mais cedo. O deputado do Concòrdia Cerni Escalé chamou ao texto «consolidado e definitivo» e defendeu uma votação antes da assinatura, possivelmente em setembro. Susanna Vela, do Partit Socialdemòcrata, apoiou um escrutínio no outono, enquanto Jaume Bartumeu, dos Progressistes SDP, viu 2026 como viável. O Andorra Endavant também apelou à rapidez.

Líderes pró-Governo expressaram aprovação. O presidente dos Demòcrates, Jordi Jordana, disse que se completava «o passo mais longo», e Marc Magallón, da Acció, saudou-o como «muito boas notícias».

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