Democratas de Andorra Apresentam Projeto para Reformar Lei da Arbitragem Após Acórdão
O grupo Democrático propõe tornar a arbitragem voluntária na maioria dos conflitos coletivos, em resposta a decisão judicial sobre processos obrigatórios inconstitucionais. Reformas priorizam acesso aos tribunais e protegem serviços essenciais.
Pontos-chave
- Tribunal Constitucional anulou disposições de arbitragem obrigatória da lei de 2018 por falta de revisão judicial.
- Projeto torna arbitragem geral voluntária, limitando obrigatoriedade a serviços essenciais ou crises.
- Mantém laudos vinculativos com supervisão judicial reforçada e garantias de serviços mínimos.
- Proposta com maioria parlamentar, em debate iminente e provável aprovação.
O grupo parlamentar Democrata apresentou um projeto de lei qualificado para alterar a Lei das Medidas de Conflito Coletivo de 2018 de Andorra, em resposta a um acórdão do Tribunal Constitucional de 13 de março.
O acórdão declarou inconstitucionais três subsecções do Artigo 6, considerando que a arbitragem obrigatória com laudos vinculativos — sem revisão judicial suficiente — violava o direito à jurisdição previsto no Artigo 10.1 da Constituição. O caso subjacente resultava de um litígio laboral entre a Coopalsa e o seu comité de empresa.
As principais reformas transformam a arbitragem geral num processo voluntário que exige o consentimento de ambas as partes, mantendo os laudos vinculativos com uma supervisão judicial reforçada. A arbitragem obrigatória ficaria limitada a casos excecionais, como greves que ameacem serviços estritamente essenciais ou crises nacionais graves, e exigiria uma resolução governamental fundamentada e proporcional.
Nas greves que perturbem serviços públicos essenciais ou atividades indispensáveis, o Governo implementaria medidas para garantir a continuidade de serviços mínimos e proteger os interesses públicos.
O projeto de lei atualiza também a Lei da Arbitragem para permitir que os litígios coletivos prossigam através de instituições arbitrais.
O líder dos Democratas, Jordi Jordana, afirmou que as alterações "garantem um equilíbrio entre mecanismos eficazes de resolução de conflitos, proteção do interesse público e respeito pelos direitos fundamentais previstos na Constituição, em particular o acesso aos tribunais e a negociação coletiva".
Apoiada pela maioria parlamentar, a proposta entrou em procedimento e deverá ser aprovada nas próximas sessões, com o debate a iniciar-se em breve.
Artigos relacionados
Outros artigos de fontes em catalao sobre a mesma historia:
- El Periòdic•
DA impulsa una reforma perquè l’arbitratge en els conflictes col·lectius sigui voluntari com a norma general
- El Periòdic•
La majoria impulsa una reforma perquè l’arbitratge en els conflictes col·lectius sigui voluntari com a norma general
- Bon Dia•
DA entra a tràmit el text que fa que l'arbitratge general passi a ser voluntari i basat en el consentiment de les parts