Ministra de Andorra saúda rejeição da UE pela Islândia como notícia 'excelente'
A principal diplomata do Principado elogiou o voto islandês contra a retoma das negociações de adesão à UE, vendo-o como validação do acordo de associação semelhante ao EEE que garante acesso ao mercado sem plena integração.
Pontos-chave
- Imma Tor diz que referendo islandês valida modelo EEE similar ao acordo de associação de Andorra.
- EEE dá acesso ao mercado único sem políticas UE como agricultura ou união aduaneira.
- Tor nota que islandeses estão confortáveis com EEE; voto era só sobre retoma de negociações de 2009.
- Editorial alerta contra comparações excessivas devido a diferenças chave.
A ministra dos Negócios Estrangeiros de Andorra, Imma Tor, reiterou que a rejeição no referendo islandês à retoma das negociações de adesão à UE representa uma notícia "excelente" para o Principado, particularmente à luz do seu próprio acordo de associação com Bruxelas.
Durante uma conferência de imprensa na segunda-feira, Tor argumentou que o voto islandês sinaliza satisfação com o modelo do Espaço Económico Europeu (EEE), em vigor desde 1994 ao lado da Noruega e do Liechtenstein. Esta configuração concede acesso ao mercado único e às quatro liberdades — movimento de pessoas, bens, serviços e capitais —, juntamente com uma substancial legislação da UE sobre o mercado único, excluindo áreas como as políticas agrícolas e pesqueiras comuns, a união aduaneira e a política comercial comum. A Islândia participa também no Espaço Schengen.
Tor traçou paralelos diretos com o acordo negociado por Andorra, descrevendo-o como muito semelhante em âmbito, incluindo períodos transitórios e ajustes na liberdade de movimento. "Acho que este resultado é excelente para nós, em qualquer caso para o acordo de associação", disse ela, acrescentando que os islandeses se sentem "muito confortáveis" com o seu atual acordo. Enfatizou que a questão do voto se centrou exclusivamente na retoma das negociações de adesão de 2009, suspensas em 2013 por razões políticas — e não nas suas ligações existentes ao EEE.
A ministra notou padrões geográficos de voto, com as áreas urbanas a mostrarem maior apoio à reabertura das negociações e as regiões rurais a darem votos "não" mais fortes. Os seus comentários seguiram consultas com diplomatas e o embaixador de Andorra na Islândia, alinhando-se com o impulso do governo para ligações económicas e uma união aduaneira aquém da plena adesão à UE.
Tor alertou contra interpretações erróneas online, citando a estabilidade económica de longo prazo da Islândia sob o EEE como prova da sua viabilidade — disposições que descreveu como "muito semelhantes, se não praticamente idênticas" aos termos prospectivos de Andorra.
Um editorial no El Periódic d'Andorra aconselhou moderação em tais comparações, notando que o voto islandês dizia respeito à retoma da plena adesão e não a um modelo de associação. Destacou diferenças ignoradas em aspetos institucionais, jurídicos e económicos entre o EEE e o acordo de Andorra, instando à precisão em meio ao escrutínio público crescente.
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