Social Democratas andorranos exigem revisão da elegibilidade para habitação acessível
Os Social Democratas questionam se as regras de habitação acessível em Andorra beneficiam realmente famílias em dificuldades no mercado de arrendamento, apontando 8 unidades por ocupar no Borda Nova I como sinal de barreiras de acesso.
Pontos-chave
- Pere Baró pede dados de candidatos, perfis socioeconómicos e motivos de exclusão ao Governo.
- 36 de 44 apartamentos do Borda Nova I atribuídos; 8 sobram para segunda fase.
- Questionam se regras consideram subidas futuras de rendas e necessidades familiares até 2027-2028.
- PS defende ajustes na política para alinhar oferta com demandas evolutivas dos agregados.
Pere Baró, presidente interino do grupo parlamentar dos Social Democratas, apresentou um pedido de informação ao Governo andorrano para apurar se as regras de acesso à habitação acessível correspondem às necessidades das famílias no mercado de arrendamento tensionado.
A iniciativa surge da recente atribuição de 44 apartamentos no Borda Nova I, onde 36 frações foram adjudicadas na primeira fase, restando oito disponíveis para um segundo concurso. Baró argumenta que estas vagas indicam potenciais desajustes entre os critérios de elegibilidade e a procura de quem enfrenta barreiras habitacionais.
No pedido, Baró requer dados completos, incluindo o total de inscrições na lista de candidatos a habitação acessível, o número de elegíveis pelos padrões atuais, o volume de candidaturas e os motivos de exclusão. Solicita também perfis socioeconómicos dos candidatos — abrangendo rendimentos, dimensão familiar, presença de filhos, situação profissional, alojamento atual e encargos com a renda como percentagem dos ganhos.
Um foco particular recai sobre famílias que atualmente gastam menos de 30% do rendimento em renda, mas em risco de ultrapassar esse limite até 2027 devido a aumentos previstos. Os Social Democratas (PS) questionam se as avaliações se baseiam apenas em condições atuais ou incluem projeções futuras, e pediram previsões do Governo ou do Instituto Nacional de Habitação sobre as necessidades de habitação pública até 2028, considerando as tendências das rendas.
O pedido examina ainda se os tipos de frações disponíveis se alinham com as estruturas familiares dos candidatos, requerendo distribuições da elegibilidade por dimensão de apartamento e casos em que famílias cumprem os critérios gerais mas não dispõem de opções adequadas.
Para os PS, uma política eficaz de habitação pública vai além da construção de frações, garantindo que critérios e oferta respondam às demandas reais da população. Exigem análise das falhas no Borda Nova I, pormenores sobre o segundo concurso e possíveis ajustes às regras de acesso para evitar excluir famílias cujas necessidades possam evoluir.
O partido alerta contra confundir baixa adesão com ausência de procura, sublinhando que regras rígidas podem ignorar agregados no limiar da dificuldade. "Nenhuma família deve ser excluída da habitação pública porque os critérios não refletem as suas circunstâncias atuais ou emergentes", afirmou o PS.
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