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Política·

Saídas de alunos andorranos duplicam com partida de famílias

Saídas a meio do ano das escolas andorranas subiram 61% em 2025-26, para 285, com 182 devidas a famílias a saírem do país, sobretudo latino-americanas face às mudanças nos vistos da Lei Omnibus (148 caracteres). keyPoints array: 4 strings: - Saídas a meio do ano subiram 61%, de 177 para 285; 182 por famílias a saírem de Andorra. - Sistema andorrano: 173 saí-

Pontos-chave

  • Mid-year withdrawals rose 61% from 177 to 285; 182 due to families leaving Andorra.
  • Andorran system saw 173 withdrawals (91 from exits), Spanish 63 (52 exits), French 48 (38 exits).
  • Enrollments increased slightly to 159; 310 students didn't continue after 2024-25.
  • Minister Baró: Mobility manageable in 11,000-student body; plans for better tracking.

As saídas de alunos das escolas andorranas a meio do ano mais do que duplicaram devido à partida de famílias do país, passando de 90 casos em 2024-25 para 182 em 2025-26, segundo dados do ministro da Educação Ladislau Baró.

As saídas a meio do ano subiram globalmente 61%, de 177 para 285 no mesmo período. Dos 285 totais de 2025-26, 182 resultaram de saídas de Andorra, além de 58 abandonos completos, 41 mudanças de percurso escolar e quatro casos de inscrição sem assiduidade. O ministro observou que tais números, num corpo discente de cerca de 11 000 alunos, refletem uma mobilidade moderada e não uma perturbação generalizada nas redes de ensino.

O sistema andorrano registou 173 saídas (contra 116), das quais 91 ligadas a saídas do país. As escolas espanholas tiveram 63 (frente a 35, incluindo 52 saídas), as francesas 48 (contra 24, com 38 saídas) e o sistema inglês uma (menos duas).

Baró forneceu os dados em resposta a perguntas de Pere Baró, chefe interino do grupo parlamentar dos Social-democratas. Enfatizou que os registos administrativos não permitem ligações diretas a pressões económicas, acesso à habitação ou custos de vida, uma vez que captam apenas as razões notificadas.

As inscrições a meio do ano subiram ligeiramente para 159, contra 146, com 78 no sistema andorrano, 41 no espanhol, 38 no francês e duas no inglês. As famílias podem pedir escolarização imediatamente à chegada, com colocações rápidas se houver vaga e documentos, ou redirecionamento para outros estabelecimentos. Baró reconheceu que as chegadas durante o ano letivo complicam a gestão para diretores, professores e equipas de apoio.

Separadamente, 310 alunos que terminaram 2024-25 não prosseguiram para 2025-26, menos do que os 356 entre os dois anos anteriores. O ministro distinguiu estes casos das movimentações a meio do ano, notando potencial tensão organizacional quando as mudanças se concentram por escola, ano ou calendário, especialmente para alunos com necessidades educativas, linguísticas ou sociais específicas.

Não existem estudos abrangentes sobre os efeitos da mobilidade nas rácios de turma, continuidade de aprendizagem, apoio a novos alunos, clima escolar, diversidade linguística ou carga e stress do pessoal. Os rácios mantêm-se nos limites legais, disse Baró, descrevendo as inscrições como uma realidade dinâmica mas gerível.

Medidas planeadas incluem reserva de vagas para chegadas a meio do ano, melhoria do acompanhamento de inscrições, reforço da coordenação inter-redes e ajuste de recursos de apoio.

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